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REFORMULAÇÃO

Nova Warner corta gastos, e onda de cancelamentos de séries ameaça a HBO Max

Com dívida astronômica, o grupo Warner Bros. Discovery mira economizar R$ 15 bilhões em investimentos

Publicado em 14/06/2022
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Os cancelamentos recentes de Raised by Wolves e Made for Love na HBO Max são sinais de uma onda que ameaça repaginar o streaming roxo. A dona da plataforma, a recém-formada Warner Bros. Discovery, passa por reestruturação brusca em todas as divisões, do cinema à TV. Mudanças em cargos executivos e contenção de gastos estão na ordem do dia. E o streaming não está fora da equação.

Brad Wilson, um dos executivos mais importantes da HBO Max, responsável pela área de crescimento global e gerenciamento, foi um dos vários nomes da alta cúpula da Warner Bros. Discovery demitidos desde a fundação da empresa, no começo de abril. A nova estratégia implementada é sacudir a diretoria e colocar pessoas alinhadas com o pensamento do chefão.

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O comandante do barco é David Zaslav, o CEO (diretor-executivo) da Warner Bros. Discovery. Seja acabar com o streaming CNN+, apenas após um mês do lançamento, ou cortar projetos sem apelo (leia-se: sem potencial de grande lucro), o mandachuva coloca em prática ações agressivas para enxugar despesas e evitar desperdícios.

TBS e TNT já foram alvos do CEO. Não haverá mais investimentos em séries roteirizadas para ambos os canais do conglomerado. Tanto atrações veteranas (como The Last O.G.) quanto produções encomendadas e que não tinham estreado (caso de Kill The Orange-Faced Bear) foram canceladas poucos dias após a confirmação da fusão Warner-Discovery. Nessa onda, Expresso do Amanhã está com a corda no pescoço.

Atitudes drásticas e repentinas fazem sentido por um prisma. Zaslav herdou uma dívida de US$ 55 bilhões (R$ 277 bilhões). Então, as análises sobre continuar ou não com qualquer aplicação futura será feita sem pensar muito. Se a projeção não é segura, a única opção é pular fora. Em carta escrita aos funcionários da empresa, Zaslav prometeu cortar US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) em investimentos nos próximos três anos.

Jean Smart na comédia Hacks

Séries ameaçadas

As peças movimentadas pela HBO Max neste mês dão o tom dos próximos passos. O streaming renovou Tokyo Vice, drama policial que não é muito barato, mas gerou boa repercussão e se encaixa em um produto diferenciado do serviço. Já os cancelamentos de Raised by Wolves e Made for Love são exemplos de que não vale a pena insistir em atrações que não trazem resultados.

Ambas as séries canceladas tiveram duas temporadas para mostrar algo de bom. Não rolou. Raised by Wolves até reuniu um público fiel, porém pequeno. A ficção científica ambiciosa simplesmente não aconteceu. Primeira produção original da HBO Max, Made for Love empacou na trama sofrível.

Duas séries indicadas ao Emmy estão seriamente ameaçadas de também serem terminadas após a segunda leva de episódios. Kaley Cuoco, protagonista de The Flight Attendant, deu entrevistas de que não deseja fazer a terceira temporada. Essa incerteza da estrela pode ser suficiente para David Zaslav colocar um ponto final na comédia.

Hacks, mesmo elogiada pela mídia e encabeçada por outra atriz famosa, Jean Smart, corre risco. A segunda temporada foi bem abaixo do esperado, no sentido da trama em si, e perdeu fôlego. Essas duas atrações só se sustentam mesmo por causa do peso das respectivas protagonistas.

Love Life, com a proposta de narrar histórias diferentes a cada temporada, aguarda a definição do futuro. As duas primeiras levas foram bem aceitas pelo público e receberam boas avaliações da mídia. Esse projeto tem de ter um ator/atriz de renome para liderar a trama. E encontrar alguém relevante para a nova leva é a salvação da série.

Lançada em maio de 2020, e completando agora um ano no Brasil, a HBO Max emplacou duas séries inegavelmente fortes: And Just Like That… (continuação de Sex and the City) e Pacificador. A comédia Minx, renovada, apresenta boa perspectiva de continuidade.

No campo das minisséries, duas atrações se destacaram e devem beliscar algumas indicações ao Emmy deste ano: Estação Onze e A Escada.

E no cardápio de séries de língua não inglesa, o streaming entregou obras bastante diversificadas, oriundas da Suécia, Espanha, Romênia, Dinamarca, Hungria, México, Polônia… Desse balaio, todas as atrações com uma temporada estão com o destino indefinido. ⬩

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