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NA NETFLIX

Crítica: Inventando Anna acerta ao não fazer de Anna a protagonista da história

Shonda Rhimes foi feliz na construção da narrativa inspirada em uma história real

Publicado em 15/02/2022
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Atual programa mais visto na Netflix brasileira, a minissérie Inventando Anna estreou há três dias prometendo contar a história da golpista Anna Sorokin/Delvey, vivida por Julia Garner. Rotulada como protagonista, ao menos no material de divulgação e ganhando destaque óbvio no nome da atração, a falsária não é a personagem principal.

A narrativa gira em torno de Anna Sorokin, jovem que enganou meio mundo da alta sociedade de Nova York dizendo ser herdeira de uma fortuna e pagando de socialite metida à besta. Mas a estrela é na verdade a jornalista Vivian Kent, interpretada por Anna Chlumsky. Até os personagens satélites ganham em importância em comparação com a loira mentirosa.

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Isso porque tanto a repórter quanto as vítimas de Anna são quem apresentam ao telespectador a verdadeira identidade da bandida. Como todo o trabalho de investigação fica no colo de Vivian, ela ganha o carimbo de protagonista.

Anna Chlumsky é a repórter Vivian em Inventando Anna

Busca pelos podres

Claro que mirando o marketing e querendo chamar mais a atenção, a minissérie teria de ter Anna no título e as fotos dela nos cartazes, ainda mais se tratando de Julia Garner, vencedora do Emmy, encabeçando o elenco. E Anna Sorokin/Delvin é um nome conhecido, estampado em manchetes de jornais e revistas.

Contudo, é interessante notar como a golpista é só um ponto de passagem na minissérie pelo qual Vivian passa de vez em quando para colher algumas informações durante a apuração do que é verdade e mentira nesse caso.

Vivian faz o trabalho mais árduo de todos. Primeiro, tenta convencer os chefes de que investir nessa história vale a pena. A jornalista está em situação delicada na revista fictícia Manhattan, precisando produzir uma reportagem boa e relevante. Com o vasto e rico material coletado, ela consegue aumentar o prazo de entrega do texto, ganhando a confiança dos editores.

É ela quem movimenta a trama por completo, entrevistando todo tipo de gente. As maiores revelações ocorrem ao ouvir as perspectivas das vítimas. Ela reúne muitas informações cruciais também com a ajuda de colegas veteranos da redação.

A dedicação de Vivian nessa reportagem, quase de vida ou morte para a carreira profissional dela, é recompensada na base da insistência, traço característico da boa repórter. A “encheção de saco” a premia com a descoberta de personagens sumidos e a colaboração do advogado de Anna, após muita (tipo, muita) importunação.

Tanto esforço é para juntar o maior número de podres cometidos por Anna, as trambicagens e enganações praticadas pela 171. É Vivian quem faz o telespectador conhecer a verdadeira faceta de Anna, ouvindo as pessoas prejudicadas pelos golpes da falsiane. 

E a repórter filtra os depoimentos e constrói a história o mais próximo possível dos fatos ocorridos.


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