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ANÁLISE

Síndrome de Friends: por que não assistir Succession é cult?

Quem quer passar uma imagem de pseudointelectual crítica a comédia popular e o drama da HBO

Publicado em 12/12/2021
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Na terceira temporada, a ser encerrada neste domingo (12), Succession foi diagnosticada com a Síndrome de Friends. O drama da HBO, tal qual a comédia famosa, entrou na lista de séries reprovadas por uma plateia dita intelectual, que não se curva a tramas (supostamente) supérfluas. Em rodas de conversa ou nas redes sociais, dizer que não assiste Succession virou cult.

Gosto não se discute e, como certas partes do corpo, cada um tem o seu. Mas o quadro analítico no qual Succession se encaixa vai além dessa simplicidade. Na maioria dos casos, quem diz que não gosta da série, vencedora do Emmy de melhor drama, deseja passar ao interlocutor uma falsa imagem de uma pessoa acima do apetite popular, típico do “não me misturo com essa gentalha.”

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Friends (1994-2004) passou por isso em meados deste ano, durante os dias em volta da reunião do elenco para rememorar e celebrar o legado da comédia. Não faltaram textos e comentários online de pessoas citando o quanto a atração é ultrapassada, boba. Fora aqueles que demonstraram o orgulho de nunca ter visto um episódio sequer (e mesmo assim acionaram a corneta).

Declarações do tipo ganharam vida para transmitir uma mensagem de apuro no gosto, naquela linha “sou mais uma série dinamarquesa gravada na Romênia com elenco internacional do que esse enlatado americano.”

Séries para entreter

No caso de Friends, apesar de inúmeros problemas de inclusão e diversidade, há ali o valor de uma comédia feita para entreter, missão cumprida com eficiência. Como a série é ultrapopular, navegar contra a corrente oferece a ilusão de ser alguém descolado da plebe, mesmo que seja apenas na retórica.

Succession sofre do mesmo mal. Quem critica enumera superficialidades do drama. O discurso mais comum engloba o fato de ser desnecessário assistir pessoas milionárias brigando umas contras as outras, rixas de parentes regadas por ofensas sem tamanho. 

Como o drama da HBO virou hit, sempre um dos assuntos mais comentados no Twitter nas noites de domingo, o telespectador que não pegou o bonde, ao invés de tirar o atraso, opta por ficar de fora e escolhe a rota da crítica pela crítica, procurando elencar defeitos que justifiquem a ausência dele na frente da tela, assistindo às insanidades do clã Roy.

Sátira na essência, das piadas sobre as famílias abastadas às caricaturas de um conglomerado de mídia, Succession é levada muito à sério por parte de um público zé povinho, que ama odiar. Não gostar da série é uma coisa. Agora, negar a qualidade dela usando como justificativa uma frágil argumentação cult, é conversa para boi dormir.

Como aquele personagem da Turma da Mônica, tem gente que vive para ser do contra. E não por alguma razão plausível. Apenas porque sim (ou não).


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