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ANÁLISE

Fofoqueiros linguarudos ditam o ritmo da deliciosa série A Idade Dourada

Drama da HBO é abastecido por quem se intromete na vida alheia mesmo sem querer querendo...

Publicado em 01/03/2022
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Quem admite gostar de uma boa fofoca não deve perder a série A Idade Dourada, da HBO. A trama de época estilo Downton Abbey, ambientada nos anos 1880 em Nova York, é recheada de gente fuxiqueira que não hesita em espalhar os babados mais apetitosos da alta sociedade, seja motivada por dinheiro, vingança, inveja ou só para causar sururu mesmo.

Criação de Julian Fellowes (franquia Downton Abbey), A Idade Dourada (The Gilded Age) explora o mundo dos ricaços americanos na ainda crescente, mas já pulsante, Nova York. O conflito da trama é a elite tradicional que procura manter um certo padrão contra quem chegou agora e já quer sentar na janela, fazendo de tudo para entrar no clube da nobreza.

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São vários os tipos de fofoqueiros na narrativa. Tem aquele que solta o veneno e diz depois ter sido sem querer querendo. Não poderia faltar a pessoa do “você ficou sabendo?”. Há ainda o mexeriqueiro das indiretas, espalhando as intrigas nas entrelinhas.

A Idade Dourada tomou o cuidado de colocar fofoqueiros em todos os núcleos. Ninguém escapa do diz-que-diz. Nos palacetes, entre as pessoas da “alta” metidas à besta, não faltam cochichos sobre os podres de amigas e rivais. No porão, entre os funcionários dos endinheirados, o falatório também rola solto.

Louisa Jacobson na série A Idade Dourada

Alguém se salva?

Uma única personagem quebra o telefone sem fio e guarda os segredos para si –ao menos por enquanto. Trata-se da mocinha da série, a jovem Marian Brook (Louisa Jacobson), que vive com duas tias pertencentes à ala tradicional da elite nova-iorquina. Nova no pedaço e carismática, ela transita nos mais diversos ambientes e sabe de bastante coisa. 

Ao lado dela está a amiga Peggy Scott (Denée Benton) em posição intrigante. Ela acompanha Marian e, de tabela, fica sabendo das últimas. O detalhe é que Peggy inicia uma carreira como jornalista. Mesmo sem destilar veneno, os relatos dela sobre a elite atraem novos assinantes à publicação na qual trabalha. 

O chefe gostou da ideia e pede a ela que continue nessa pegada da fofoca politicamente correta. Ou seja, trazer relatos da alta sociedade como observadora in loco, de modo profissional.

A dinâmica entre as duas é interessante. Ao ganhar fama, Peggy passa a ser evitada, pois quem está ao redor teme que ela escreva algo comprometedor. Quando as duas estão juntas e alguém se aproxima de Marian para contar um segredo, a jornalista se afasta e a deixa à vontade.

Fato é que se tem fofoqueiros em A Idade Dourada é porque há gente desleixada, deixando rastros dos deslizes cometidos ou simplesmente não consegue fechar a boca. Nesse último exemplo, a pessoa a contar uma confidência sabe do perigo e solta no final: “não conte isso para ninguém, tá bom?” É, boa sorte com esse pedido.

A Idade Dourada chega com episódios inéditos na HBO nas noites de segunda. A série está no streaming HBO Max, com seis dos nove episódios disponíveis da primeira temporada. O drama de época está com a segunda temporada confirmada.


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