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ANÁLISE

Ex-Grey’s Anatomy, Sara Ramirez é o refresco que And Just Like That precisa

Personagem não binário, Che Diaz diverte e faz refletir no revival de Sex and the City

Publicado em 21/12/2021
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Cercada de polêmicas, na frente das câmeras e nos bastidores, And Just Like That… tem dentro do elenco um refresco vital. Sara Ramirez traz ao revival de Sex and the City (1998-2004) um refrigério. Com muito bom humor e comentários pertinentes, a nova personagem sacode a trama e vira um dos motivos para acompanhá-la semanalmente.

Intérprete da ortopedista Callie Torres em Grey’s Anatomy, Sara Ramirez ganhou o papel da comediante Che Diaz na comédia disponível na HBO Max; novos episódios são lançados toda quinta-feira. Che é humorista, apresenta um podcast e é uma pessoa não binária, cuja identidade de gênero não cabe nem como homem nem como mulher.

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Interações com Carrie e Miranda

Embora a representação do podcast seja cringe, toda aparição de Che Diaz em And Just Like That… tem um peso essencial. A começar com Carrie (Sarah Jessica Parker), companheira de bancada do programa. Che mostra-se uma pessoa que a apoia em todos os instantes, tanto para motivá-la a ser mais extrovertida quanto oferecer o ombro amigo durante uma tragédia.

É interessante que Che, voz ativa na luta em prol da diversidade sexual, idolatra Carrie e a considera como um ícone na luta feminina por independência e reconhecimento. A ideia do podcast, com um convidado homem cis na mesa, é abordar todos os aspectos do cotidiano moderno pelo ponto de vista das vozes mais plurais possíveis. E Carrie é uma delas.

Essa amizade com Carrie aproxima Che de Miranda (Cynthia Nixon). Em And Just Like That…, Miranda perdeu um pouco do charme e da gana de Sex and the City, apresentando-se atabalhoada e totalmente desastrosa nas interações sociais com gente de fora do ciclo social trivial, como uma professora negra ou uma pessoa não binária.

Ao menos até esse instante, terceiro episódio de dez, Miranda está disposta a se inteirar e entender as mudanças da sociedade, procurando ser mais consciente (ou woke, como é dito nos Estados Unidos). A advogada acaba sendo atraída por Che, o que promete ser uma relação para lá de curiosa, merece um acompanhamento atento.

And Just Like That.. sofreu uma enxurrada de críticas. Algumas apontaram para a forçada de barra na inclusão, corrigindo o embranquecimento excessivo e heteronormativo de Sex and the City. Sara Ramirez seria a pessoa inclusa nessa caixinha a ser ticada, de raiz latina e da comunidade LGBTQIA+.

Apesar dos percalços, percebe-se ali mais do que uma cota. Che tem se mostrado a personagem mais interessante até agora em And Just Like That…, cravando um espaço próprio. Sara rouba a cena na comédia e está à vontade, vivendo alguém próximo da realidade do próprio ser.


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