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FIM DE TEMPORADA

Crítica: And Just Like That é vítima de quem quer controlar a narrativa do outro

Sequência da franquia Sex and the City estimulou debates importantes e foi alvo de reclamações

Publicado em 03/02/2022
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Polarizante, para dizer o mínimo, a série And Just Like That… chegou ao fim da primeira temporada, nesta quinta-feira (3). A continuação da franquia Sex and the City foi alvo de muitos comentários negativos, a maioria desmedidos, disparados por quem discordava das ações das personagens, querendo que elas seguissem uma narrativa idealizada e supostamente correta.

[Atenção: spoilers a seguir]
Na vida real é assim, o outro sempre quer controlar o um. Alguém toma determinada atitude rotulada de errônea e sempre brota alguém julgando. Se a pessoa anda por um caminho fora do comum tem de ser preparar para as pedradas. And Just Like That… virou a vítima desse cerceamento.

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As reclamações foram muitas, girando em torno do cabelo grisalho da Miranda (Cynthia Nixon), choradeira após o fim do casamento dela com Steve (David Eigenberg), repulsa ao comportamento da comediante Che Diaz (Sara Ramirez)… Chegando até a hipotética inverossimilhança de como é a vida de mulheres na casa dos cinquenta anos.

Miranda (Cynthia Nixon), sem cabelo grisalho, em And Just Like That (Divulgação/HBO Max)

Tribunal da vida alheia

Como é a vida de mulheres na casa dos cinquenta anos? A rotina de uma não deve ser parâmetro para todas as outras. Cada pessoa tem razões de agir de determinado jeito. Porém, acha-se que há apenas uma única maneira de viver; e quem não andar nessa linha está errada.

Dizem que o trio de amigas de And Just Like That mudou muito em comparação com o narrado na série e filmes de Sex and the City. E por que não mudar? No último episódio do revival, Miranda fez um desabafo pertinente.

A advogada optou pelo divórcio para ficar com Che e tomou uma decisão drástica: rejeitou estágio importante e escolheu viajar ao lado da pessoa comediante para Los Angeles. Carrie (Sarah Jessica Parker) tentou entender a situação e amiga soltou: “Eu não posso mudar um pouco? Ou muito? Ou mudar para o que era antes, se eu quiser?”. E finalizou com uma pergunta-chave: “Tenho que seguir minhas regras rígidas até morrer?”

And Just Like That…, apesar de alguns equívocos aqui e ali, apresentou trama importante e histórica, marco na TV sobre a vida e os relacionamentos da mulher com cinquenta e poucos anos na contemporaneidade. A comparação com a clássica Supergatas (The Golden Girls, 1985-1992) é bem interessante.

E a série da HBO Max colocou em debate tópicos relevantes para a sociedade atual, como a identidade de gênero, orientação sexual e a representatividade étnica em cena. Fora os temas mais densos, houve abordagens leves em torno da menopausa, menstruação, namoro na viuvez, sexo adolescente dentro de casa, entre outros.

Talvez pela memória afetiva ou por se preocupar demais com toda a história de Sex and the City, parte do público foi implacável ao reprovar certas mudanças. And Just Like That… causou um choque por romper regras rígidas impostas. E isso foi muito bom, simples assim.


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