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CRÍTICA

Passaporte para Liberdade é a maior (e melhor) série da história da Globo

Drama de época esbanja detalhes riquíssimos enquanto narra uma história de suma importância

Publicado em 26/12/2021
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Com a expertise dos estúdios de televisão da Sony, a Globo produziu Passaporte para Liberdade, a maior e melhor série feita em toda a história da emissora carioca. Atualmente no ar, a atração se destaca pela grandiosidade e relevância. A reconstrução de época impecável vem atrelada à uma narrativa fundamental, sobre os atos heroicos de Aracy de Carvalho (1908-2011).

Passaporte para Liberdade tem muitos pontos positivos. Um que merece ser ressaltado é o da direção de arte, responsável pela criação da estética única da minissérie, composta de oito episódios, com o fim marcado para a próxima quinta-feira (30), na Globo. Após exibição na TV, os capítulos ficam disponíveis no Globoplay.

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É interessante notar como as escolhas dos ângulos de câmera foram definidas, com muitos planos abertos justamente para mostrar os detalhes dos cenários. O telespectador vê o capricho nos itens expostos na composição de uma cena e se vê transportado à Alemanha dos anos 1930.

Toda ambiência, interna ou externa, do figurino aos carros na rua, ganha um ar mais esplêndido por tudo ter sido gravado ou em Buenos Aires ou no Rio de Janeiro. A magia da televisão está aí. A capital da Argentina, com uma arquitetura à lá europeia, foi o palco da cidade de Hamburgo em Passaporte para Liberdade.

Ruas de Buenos Aires viraram Hamburgo em Passaporte para Liberdade (Reprodução/Globo)

História relevante

Os aspectos técnicos bem acima da média não são as únicas características marcantes da minissérie. Conta-se ali uma trama crucial, sobre uma mulher até então pouco conhecida no Brasil. Incrivelmente, como se fossem terraplanistas, alguns historiadores armaram um levante para mitificar o papel de Aracy nos passaportes de judeus que tentavam fugir da Alemanha de Hitler (1889-1945).

A minissérie da Globo escolheu um ótimo caminho na contraposição disso. No final de cada episódio, parentes de pessoas ajudadas por Aracy dão depoimentos comoventes sobre como ela salvou pessoas, que ao chegarem no Brasil e começaram a viver na nova sociedade, gerando famílias com filhos e netos.

A atuação do elenco é muito boa, com total destaque a Sophie Charlotte, que no áudio original, em inglês, se sai muito bem. O fato de ela ser dublada por outra atriz (a experiente Carol Valença) é uma mera tecnicalidade, sem prejudicar a atuação.

Na pele de jurados de escola de samba, sempre de olho nos defeitos, parte dos espectadores caçam erros para avaliar negativamente Passaporte para Liberdade. Nenhuma série é perfeita, então vão achar.

Porém, a minissérie superou qualquer problema e entregou um produto digno de atrações hollywoodianas e britânicas. Dominante no Brasil na dramaturgia, a Globo mostra ter condições de se firmar como exportadora de séries de alto nível (além das novelas). O telespectador nacional pode se preparar que vem mais atrações internacionais majestosas pela frente.


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