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NO ESCURO

Genial? Como classificar série com Wagner Moura que ninguém entendeu nada

Drama do Apple TV+, Iluminadas acabou sem responder as dúvidas mais básicas da narrativa

Publicado em 07/06/2022
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A minissérie Iluminadas chegou ao fim na última sexta-feira (3), no Apple TV+, com muito mais perguntas do que respostas sobre a trama que ninguém entendeu nada. Protagonizada por Elisabeth Moss e Wagner Moura, a atração se encaixa naquelas histórias tão confusas que parecem geniais; e se você achar o contrário é porque não tem intelecto suficiente para entendê-las. Na verdade, Iluminadas tem de tudo, menos coesão.

No rol de séries cabeçudas estão Westworld (HBO), Mr. Robot (Prime Video), Deuses Americanos (Prime Video), entre outras. São aquelas produções que parece ser necessário ter um guia em mãos para compreender a história, além de curso preparatório e diploma de pós-graduação acerca da temática. Umas são menos complexas do que outras, entretanto.

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Westworld e Mr. Robot, por exemplo, apresentam complexidades, de fato. Mas os enredos são autoexplicativos. Fãs desvendaram segredos dessas duas séries antes mesmo de eles serem revelados nos episódios, causando espanto até mesmo nos criadores e roteiristas.

Iluminadas está longe disso. O curioso é que argumentar a favor da genialidade da minissérie da Apple passa aquele ar de superioridade cult, tipo “só eu, dono de mente elevada, entendi a trama”. Não tem como escapar: Iluminadas é confusa e pouco se preocupa em entregar as respostas mais básicas possíveis.

Elisabeth Moss na última cena de Iluminadas; confusa igual ao telespectador

Perguntas no vácuo

Baseada em livro homônimo, escrito em 2013 por Lauren Beukes, a minissérie Iluminadas fugiu um pouco de algumas soluções da obra matriz, procurando apenas manter a essência.

A espinha dorsal da narrativa acompanha Kirby Mazrachi, personagem de Elisabeth Moss que trabalha no jornal Chicago Sun-Times. Ela foi vítima de um serial killer anos atrás, conseguindo escapar da morte. Outras mulheres não tiveram a mesma sorte.

Kirby cruza o caminho de Dan Velazquez (Wagner Moura), repórter investigativo longe da melhor fase da carreira. O jornalista passa a cobrir o caso de uma mulher assassinada. Kirby crê, pelo modus operandi do crime, que o assassino seja o mesmo que a atacou no passado. Então, é apresentada essa jornada de vingança de Kirby, na caça desse homem misterioso.

Acontece que não há nada de trivial nesses casos. Entra em cena viagens no tempo, realidades paralelas, possíveis personalidades múltiplas, objetos estranhos e um punhado de charadas.

[Atenção: spoilers a seguir]
Iluminadas conclui somente uma única trama: Kirby encontra o homem que a atacou e se vinga. Porém, várias perguntas ficaram sem respostas. A série não explicou absolutamente nada.

Qual o real significado do título? Algumas mulheres mortas tinham a substância rádio dentro do corpo, brilhando assim no escuro; contudo isso não foi elucidado, está subentendido. Como funciona a viagem no tempo? Por que o assassino matou aquelas mulheres? Por que ele deixava objetos dentro delas? 

Por que a viagem no tempo só funcionava para ele e não para o melhor amigo militar, que se encontrava na mesma situação? Por que toda vez que ele matava alguém a linha do tempo mudava na vida de outras mulheres?

Após completar a vingança que tanto buscou, Kirby sentou no sofá de casa, ao lado do cachorro de estimação, e em um momento de alívio mostrou-se confusa sobre o que esperar da vida depois de cumprir o objetivo tão almejado. Essa foi a última cena da minissérie. Acabou servindo com perfeição como a expressão exata de quem assistiu à trama e ficou sem entender nada. ⬩

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