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VEREDICTO

Especialista em dinheiro falsificado analisa autenticidade de La Casa de Papel

Ex-agente do Serviço Secreto dos EUA examinou a veracidade da série espanhola

Publicado em 17/04/2022
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Qual é a autenticidade de La Casa de Papel (2017-2021) ao encenar a invasão na Casa da Moeda espanhola e a fabricação de 984 milhões de euros? A revista Vanity Fair foi atrás da resposta e achou a pessoa certa para avaliar o quão a série espanhola da Netflix forçou a barra ou imitou a realidade. Jonathan Wackrow, ex-agente do Serviço Secreto americano, destrinchou tintim por tintim o plano da gangue dos Mascarados de Dalí.

Jonathan Wackrow passou 14 anos no Serviço Secreto dos Estados Unidos em operações envolvendo falsificação de dinheiro. Essa especialidade dele, aliás, é a base dessa agência do governo, fundada em 1865 para coibir todas as etapas desse crime monetário, da impressão de cédulas à entrada delas no mercado.

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A Vanity Fair escolheu diversos filmes e séries para Wackrow comentar. La Casa de Papel, claro, estava na lista e o agente destrinchou bem o que ali foi apresentado, principalmente nos episódios iniciais da primeira temporada, quando o bando entrou na Casa da Moeda e passou a imprimir os euros.

Máquina de imprimir dinheiro em La Casa de Papel

Verdades e exageros

O agente convidado destacou o segundo episódio, no qual aparece uma máquina gigantesca rodando, sem parar; um “tapete” de cédulas em alta velocidade. “Essa cena apresenta uma operação fidedigna de dinheiro verdadeiro sendo feito”, confirmou. “O tamanho e escala da instalação mostrada copia o que se vê no mundo real, em uma instalação governamental.”

Ele logo fez uma distinção importante sobre a questão entre dinheiro falso e a ação dos bandidos de La Casa de Papel. “Essa não é uma operação de falsificação de dinheiro. Eles tomam posse do lugar que existe para, legitimamente, imprimir moeda corrente”, explicou.

Mesmo sendo cédulas reais, não é nada simples colocar em prática uma estratégia para inserir tamanha fortuna em circulação. Por isso nessa missão estava Nairóbi (Alba Flores), que aprendeu a falsificar dinheiro aos 13 anos de idade e aplicou a expertise na ação orquestrada pelo Professor (Álvaro Morte).

A ladra fazia cálculos e projetava códigos a serem usados nas cédulas, prevenção contra uma possível investigação policial na caça ao dinheiro. “O principal entrave [dos bandidos] é a possibilidade de se rastrear a moeda corrente”, ressaltou Wackrow. “No caso, a polícia e forças de segurança teriam de descobrir qual seria esse rastreamento, a numeração em série, para seguir os passos do dinheiro.”

Para Wackrow, a veracidade de La Casa de Papel não é questionada na impressão do dinheiro, mas em outro aspecto. “Permitir algo do tipo, um sequestro em qualquer Casa da Moeda, pode destruir economicamente um país rapidamente, isso por causa do dinheiro irregular que entraria em circulação. Por isso essas instalações são fortemente vigiadas, um dos lugares mais seguros de todo o mundo”, pontuou.

Dito isso, o agente foi sincero e equilibrado ao dar o veredicto sobre La Casa de Papel: A exatidão de como o dinheiro é feito é fantástica, é crível. Porém, a plausibilidade [de invadir a Casa da Moeda] não condiz com a realidade”. ⬩

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