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ANÁLISE

Erro estratégico da Netflix prejudica a boa La Casa de Papel: Coreia

As soluções interessantes da nova trama são ofuscadas pela previsibilidade

Publicado em 29/06/2022
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Lançada apenas seis meses após o fim da série mãe espanhola, a versão coreana de La Casa de Papel estreou em um momento longe do ideal, sendo assim um erro estratégico da Netflix. A proximidade de ambas as atrações, iguais em quase todos os sentidos, gera muita estranheza porque a narrativa é escassa de surpresas devido à previsibilidade. Isso acaba ofuscando as boas soluções apresentadas pela atração filhote, criadas exatamente para causar alguma diferenciação.

Os fundamentos da La Casa de Papel famosa estão na adaptação coreana: os macacões vermelhos, os bandidos mascarados, o assalto em uma casa da moeda, o nome dos personagens, as motivações e relações deles, a crítica ao capitalismo…

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Porém, o que mais prejudica a trama é o andamento. São muitas coisas parecidas nesse departamento em comparação com a La Casa de Papel matriz. Quem viu a atração mãe e for acompanhar a versão coreana pode ficar tranquilo que não irá ser surpreendido. É possível pular cenas para adiantar os episódios, inclusive, sem comprometer o entendimento da história.

Um intervalo de tempo maior entre as duas séries teria um efeito positivo. Para muitos espectadores, alguns acontecimentos de La Casa de Papel espanhola ficariam perdidos na memória, abrindo espaço ao elemento da surpresa. E a saudade jogaria a favor.

Dentro do contexto que se criou, La Casa de Papel: Coreia renderia plenamente se fosse muito diferente da trama base, com só poucos pontos de conexão. Aí sim teria aquele cheirinho atraente de novidade.

Elenco de La Casa de Papel: Coreia

O que a série tem de interessante

O grande diferencial da nova versão de La Casa de Papel está no título da série. Não apenas por se passar na Coreia e ter atores locais, mas por inserir eventos bem peculiares da região dentro da narrativa, sendo o único frescor sem a sensação de coisa repetida.

La Casa de Papel: Coreia se passa no futuro, em 2025, ano no qual as duas Coreias, do Norte e do Sul, fazem acordos de união. População de ambas as localidades podem transitar livremente entre os territórios, por exemplo. A maior das medidas aplicadas se dá na criação de uma moeda única.

A todo instante, o choque entre as duas Coreias é abordado em La Casa de Papel. A união só favoreceu os endinheirados de ambos os países, aumentando a pobreza e a insatisfação do povo. As tensões entre sul e norte-coreanos chegaram a aumentar com a convivência. 

Entre os reféns da casa da moeda ou dentro da força policial que investiga o crime, as diferenças ficam evidentes, seja pela forma de pensar ou agir de cada um. 

Sempre que entra nesses assuntos das Coreias, a nova La Casa de Papel fica bem intrigante. Afinal, trata-se ali de uma oposição de pensamentos de fácil identificação a qualquer pessoa ao redor do planeta. É o choque entre a visão capitalista (Coreia do Sul) e socialista (Coreia do Norte), propondo a talvez impossível ideia da conciliação. 

Fato é que nesse tabuleiro, só a elite rica está na vantagem (e bota vantagem nisso). ⬩

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