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RECURSO DISPENSÁVEL

Crítica: redundante, narração tipo tutorial de Maldivas estraga a série

Nova produção nacional da Netflix tem um ponto fraco clamoroso

Publicado em 20/06/2022
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Atual série líder no ranking top 10 da Netflix, Maldivas tem um ponto fraco que derruba a trama: a narração redundante. Sem nada a acrescentar, essa muleta no desenrolar da história, que até tem lá bons momentos, freia o curso natural das jornadas das personagens. Ao invés de trazer novas informações e envolver o espectador ainda mais no enredo, a narração apenas expõe o que já está na tela, destilando obviedades.

A saga de Maldivas é narrada por Verônica (Natalia Klein, criadora e integrante do elenco). Ela é uma das moradoras do condomínio de luxo cujo nome batiza a série nacional. Uma morte trágica ocorre dentro do santuário da elite carioca e abala os moradores. 

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A função narrativa de Verônica é apresentar ao público quem são as personagens ao redor do caso, um incêndio para lá de misterioso. E, de tabela, destrinchar as investigações acerca dele, buscando a causa da tragédia e quem estaria por trás do crime.

Diferentemente de outras atrações que utilizam com eficiência a narração (Narcos e Mr. Robot, para citar dois exemplos mais primorosos), Maldivas abusa de descrições supérfluas.

Relato do óbvio

Em determinado momento do terceiro episódio, por exemplo, a jovem Liz (Bruna Marquezine) vai parar na delegacia em busca de respostas sobre o incêndio. Ela descobre um mural de suspeitos, desses vistos em profusão nas séries policiais, e tira uma foto daquela que é classificada como a arma do crime. 

A câmera mostra qual é a arma do crime, no mural está escrito ARMA DO CRIME, em letras garrafais… e Verônica diz na narração: “Ah, eu não tinha contado ainda? Essa é a arma do crime”. Se ela não tivesse dito isso, quem iria saber qual era a arma do crime, não é mesmo? [imagine aqui aquele emoji revirando os olhos].

Maldivas repete várias vezes essa narração passo a passo estilo receita de bolo. Liz, novamente ela, pega do chão um folheto sobre o condomínio Maldivas. Nova moradora do local, a moça começa a ver o informe. A narração fala o seguinte enquanto a personagem manuseia o panfleto: “O famigerado folheto de apresentação do Maldivas.”

Narração descreveu o que já estava bem claro na cena

Com a intenção de ser engraçada enquanto mergulha em uma investigação policial, formal e informal, Maldivas peca na aplicação da narração em momentos inapropriados. Os mistérios dentro da trama são interessantes e suficientes para engajar o público, interessados em saber o que aconteceu por trás do tal incêndio.

Porém, quando a trama está ficando boa e intrigante, a narração surge com superficialidades e trava o andamento. 

A graça de séries policiais investigativas é fugir da obviedade, deixando o espectador com a missão de prestar atenção nos detalhes e amarrar os pontos soltos, entrando assim no clima da atração como se fosse um personagem. O didatismo até é bem-vindo, dependendo da situação. Narração que só descreve o óbvio é totalmente dispensável. ⬩

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