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PADRÃO HBO

Crítica: atuação nota 10 de Carrie Coon faz A Idade Dourada valer a pena

Escalada de última hora, a atriz indicada ao Emmy foi magistral no drama de época

Publicado em 22/03/2022
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Série que simboliza bem o que é o padrão HBO de televisão, A Idade Dourada chegou ao fim da primeira temporada na última segunda-feira (21). A produção caprichada nos mínimos detalhes, do figurino à direção de arte, foi coroada com a atuação nota 10 de Carrie Coon, perfeita na pele de uma ricaça tentando achar um espaço na tradicional elite nova-iorquina no final do século 19. Detalhe: ela entrou em campo às pressas.

O papel da determinada e astuta Bertha Russell seria de Amanda Peet (Dirty John). Mas por conflitos de agenda, ela precisou deixar o drama de época da HBO. Carrie Coon, conhecida por The Leftovers (2014-2017), Fargo e The Sinner (2017-2021), vestiu a camisa e assumiu a responsabilidade de encarnar uma personagem fundamental na narrativa.

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Quem gosta de filmes clássicos, daqueles em preto e branco da época de ouro de Hollywood, sentiu como Carrie Coon personificou bem uma abastada privilegiada e pomposa. O jeito de se portar, andar e todo o gestual foi acertado no alvo. 

Porém, o que chamou mais a atenção foi a impostação de voz precisa. Ver Carrie Coon em A Idade Dourada foi como assistir a um filme antigo, pois ela captou a essência total de uma personagem de época, com entonação certeira e vocabulário rebuscado. Ela entregou uma performance memorável e fez a série valer a pena de ser vista.

Vitória (por enquanto)

[Atenção: spoilers a seguir]
Bertha Russell protagonizou dentro da história de A Idade Dourada a volta olímpica após vencer, por assim dizer, a primeira temporada. Ela conseguiu o que queria, usando o baile de debutante da filha para entrar (por hora) na elite de Nova York.

Christine Baranski em cena de A Idade Dourada

Não foi fácil chamar a atenção da alta sociedade. Por isso, não faltaram artimanhas, chantagens e golpes baixos. A série acertou em dar essa conquista para Bertha no duelo entre os novos ricos, representados por ela, e o grupo conservador dos ricos antigos, encabeçado pela carrancuda Agnes van Rhijn (Christine Baranski).

Agnes era apenas uma de outras tantas peças da elite tradicional contra essa ascensão repentina e forçada de Bertha, que usou a fortuna e aparências, como erguer uma mansão nababesca, para ser alvo dos holofotes. 

Contudo, A Idade Dourada tem escondida na manga uma cartada a ser usada na segunda temporada. Mesmo desgostosa, Agnes pisou os pés no palácio de Bertha, guardando o rancor para outra hora. A ricaça das antigas disse à irmã, Ada Brook (Cynthia Nixon): “Se necessário for, podemos brigar com ela [Bertha] mais tarde”. ⬩

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