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ANÁLISE

Bel-Air: Tia Viv é a verdadeira estrela da nova Um Maluco no Pedaço

Boa parte da trama da série passa pela personagem interpretada por Cassandra Freeman

Publicado em 22/05/2022
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A série Bel-Air, disponível no Star+, tem uma única e verdadeira estrela: Tia Viv, interpretada por Cassandra Freeman. A atriz aprimorou uma das personagens mais marcantes das comédias, colocando a dose certa de drama na nova versão de Um Maluco no Pedaço (1990-1996). Apesar da pressão, ela se saiu bem e acrescentou novas camadas na mãezona Banks.

Na comparação Bel-Air x Um Maluco no Pedaço, Tia Viv é uma das personagens que menos sofreu alterações na essência da personalidade. A matriarca continua sendo o elo essencial que une o marido Philip (Adrian Holmes) com o sobrinho Will (Jabari Banks), sendo ainda o pilar que sustenta a família.

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Manter o âmago de Tia Viv foi uma boa solução de Bel-Air. É ela, afinal, quem direciona quase todas as tramas da primeira temporada. De alguma forma ou de outra, as jornadas dos personagens da série passam pela Tia Viv. Ela tem autoridade de vetar algo, a ternura se for o caso de abrandar uma fúria e o sorriso no rosto para animar quem está cabisbaixo.

Tia Viv (Cassandra) dentro do próprio ateliê, em Bel-Air

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O ponto mais importante de mudança entre a Tia Viv de Cassandra Freeman e a da comédia é a profissão, detalhe que traz aspectos novos à versão dramática. Na série clássica dos anos 1990, a Tia Viv era professora universitária (especializada em literatura inglesa e história negra americana). No século 21, a personagem é uma artista talentosíssima, pintora bastante elogiada.

E aqui tem uma evolução interessante de Bel-Air. Tia Viv era muito conhecida no circuito artístico americano, equiparada a grandes nomes da pintura. Ela, porém, deixou isso de lado para cuidar da família e apoiar a carreira do maridão. Tio Phil é advogado renomado e tenta entrar no mundo da política.

Até que Tia Viv repensa a vida e decide voltar a pintar, incentivada por amigos. E ela nota o quanto o marido ignorou esse talento artístico, quase tratando-o como um lazer, algo definitivamente do passado. Essa jornada provoca embates relevantes sobre o papel da mulher no lar e qual o método ideal de se ter em uma relação amorosa.

A carreira rejuvenescida de Tia Viv entra, indiretamente, em choque com a filha mais velha, Hilary (Coco Jones). Esse embate produz dinâmicas envolventes por opor dois pensamentos distintos de como achar e tocar uma carreira, entre uma mulher desbravadora das antigas (Viv) e uma jovem antenada com a contemporaneidade.

Em busca da independência, Hilary é uma artista sim, só não se encaixa nos moldes tradicionais. Ela é uma influencer digital e, como tal, trabalha para ganhar mais seguidores e expandir a marca pessoal. Curioso é notar que Tia Viv, mesmo lutando para recuperar a carreira e fazer o que gosta, mostra-se pouco entusiasmada (para não dizer contrária) a essa investida da filha.

As nuances de Tia Viv, sem dúvida, sustentam os pontos altos e baixos de Bel-Air. Acompanhar a série prestando mais atenção nos passos dela é uma experiência para lá de válida. Percebe-se o quanto a personagem é feroz, caridosa e crucial para a série. ⬩

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