Crítica

A Casa do Dragão discorre sobre os males da politicagem

Confiram a análise do terceiro episódio da produção da HBO Max.

Publicado em 05/09/2022

Talvez os fãs mais ávidos de Game of Thrones estivessem na expectativa daquilo que vimos na parte final do terceiro episódio de A Casa do Dragão, quando testemunhamos a fúria desembestada – baseada na insegurança – de Daemon, enquanto este atacava a Triarquia e seu líder Engorda Caranguejo.

Tudo começou com uma carta do rei prestando auxílio, e terminando em um banho de sangue e vísceras. Algo bem Game of Thrones, por assim dizer.

Contudo, tais cenas de batalha passaram longe de ser o foco do terceiro capítulo intitulado ‘O Segundo de seu Nome’, que refere-se, principalmente à Princesa Rhaenyra, que vê todo o reino questionar sua sucessão sendo ela o primeiro nome da Casa Targaryen, porém, rebaixada por tantos à segunda para a posição, ainda mais após o nascimento de Aegon, seu irmãozinho.

Além de comprovarmos a fúria de Daemon na parte final, vimos também a raiva comprimida de Rhaenyra que se sente sem saída e obrigada a casar, tudo para manter as aparências e garantir a força do reino de seu pai Rei Viserys I.

Nem tanto poder assim…

Agora, é o rei quem realmente ganha o maior foco neste episódio de A Casa do Dragão – disponível na plataforma da HBO Max – uma vez que discutimos, essencialmente, os males da politicagem na busca de governabilidade de uma nação e seu povo.

Pode ser estranho para alguns imaginar que um rei não governa de modo absoluto todo o seu reinado, pois este mesmo deve (obrigatoriamente) cumprir certos preceitos e tradições pré-estabelecidas muito antes de sua própria existência, como por exemplo, a necessidade de casar-se novamente para continuar sua linhagem real viva e forte – vista no episódio anterior.

Na realidade, Viserys I é um prisioneiro submisso das aparências e tradicionalismos, tanto que quando assistimos o próprio tendo que matar um cervo em uma dessas horas obrigatórias reais, podemos ver a expressão do ator inglês Paddy Considine consternado de ter que enfiar uma lança no pobre bicho.

Ficou claro ali que Viserys I viu-se na posição do belo animal, preso por cordas de todos os lados, praticamente um alvo fácil para aqueles que apenas desejam através do poder da coroa.