No Conversa com Bial, Leonardo celebra a memória do irmão Leandro, que morreu há 20 anos

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“Larguei o povo com a vara na mão e vazei pra cá”, diz o cantor Leonardo ao chegar ao Conversa com Bial desta terça-feira, dia 24, ao admitir que deixou os amigos pescando em sua terra natal. A voz rouca, o sotaque goiano e o jeito despojado de contar seus causos são características marcantes desse artista que já contabiliza mais de 30 anos de carreira e que fez história na música brasileira ao formar dupla com o irmão Leandro.

Leonardo carrega, apesar da carreira bem-sucedida, alguns traços daquele menino que trabalhava no campo, nas plantações de tomate de Goianópolis, como o prazer pela pescaria e pelo calor do Pantanal. Quando a família o convida para um passeio para lugares com inverno rigoroso, ele trata logo de escapar. “Ah, vai ocês… Eu num tô querendo muito aqueles trem frio, não… Quando cê vê uma montanha de neve pela primeira vez, acha lindo. Na segunda vez, acha lindo. Na terceira vez, pensa ‘que bosta’”, conta aos risos.

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A alegria e a descontração de Leonardo também foram fundamentais quando ele recebeu o diagnóstico de saúde do irmão, Leandro. “O médico contou só para mim o estado real dele, e me disse que ele tinha 60 dias de vida. Não passei essa conversa pra ninguém, nem para o Leandro, nem para os meus irmãos, nem para a minha mãe. Então, eu ia visitá-lo e tinha que chegar com o astral pra cima, rindo, fazendo piada”, relembra.

Após 62 dias, há 20 anos, chegava ao fim a vida de um artista que emocionou o país. “Lembro do Leandro todos os dias, nas músicas que eu canto hoje. Gosto de cantar as músicas daquela época, não tem como esquecer. O tempo dá uma amenizada, mas não dá pra esquecer jamais. Ele era meu mentor”, defini o cantor.

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Com a chegada de um de seus seis filhos ao palco, Leonardo assume o papel de paizão, daqueles que não se identificam com os gostos da prole e que não se dão bem com tecnologia. “Meu pai não gosta de umas coisas que eu escuto, como J. Balvin”, denuncia Zé Felipe, que segue os passos do pai. “Essa música não é ruim, não. É boa…”, disfarça o experiente cantor.

Sem disposição para estudar, assim como o próprio pai admite, Zé Felipe se vê, hoje, na condição de professor de Leonardo. Ao menos nas questões tecnológicas. “Meu pai só faz o básico, digita daquele jeito ‘catando milho’. E de vez em quando, liga sem querer no Facetime”, explica o jovem artista. Para encerrar o programa, pai e filho cantam juntos um dos grandes sucessos da dupla Leandro & Leonardo, “Talismã”.

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