Zé Hélio! A vida, carreira e desafios de Bruno Bevan em A Dona do Pedaço

Publicado há um ano
Por Cadu Safner
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O ator Bruno Bevan, de 30 anos, é intérprete do personagem Zé Hélio na recém estreada A Dona do Pedaço. Desde que apareceu em cena pela primeira vez no capítulo de segunda-feira (27), ele chama atenção dos telespectadores e internautas interessados em saber mais sobre sua vida profissional. Mas engana-se quem pensa que o ator é figura estreante no horário nobre da Globo. Bruno Bevan surgiu pela primeira vez na emissora em O Outro Lado do Paraíso (2017) como o entregador de pizza que encantou Samuel (Eriberto Leão).

Na atual trama de Walcyr Carrasco, Bevan encara o desafio de contracenar com nomes como Marco Nanini, Betty Faria, Rosi Campos e Tonico Pereira, e segurar o peso de Zé Hélio na história de Maria da Paz (Juliana Paes). Em entrevista ao Observatório da Televisão, ele conta que estava trabalhando no México quando recebeu o convite para A Dona do Pedaço. Por lá, o ator era contratado de uma agência e fazia trabalhos publicitários.

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Perguntado se atuação era algo que estava em seus planos, ele conta. “Sempre almejei. Desde a faculdade eu já fazia teatro e, claro, os trabalhos publicitários deram uma certa visibilidade ao meu trabalho, embora meu foco sempre tenha sido o teatro, a televisão e o cinema. Mas a publicidade me deu um outro olhar, uma outra visão estética, é algo diferente da novela, esses trabalhos me enriqueceram e me ajudaram”, contou.

Ator Bruno Bevan interpreta Zé Helio em A Dona do Pedaço (Reprodução: Instagram)

Assédio do público

Carioca e praticante de esportes como surfe, Bruno Bevan revelou não se importar com a exibição do corpo em cena. Numa dessas, seu personagem apareceu sem camisa, causando um verdadeiro auê nas redes sociais. O ator simplifica essa questão: “É uma situação comum, ele estava dentro de casa fazendo seu trabalho”, explicou.

Bruno Bevan é carioca de 30 anos e está em sua primeira novela na Globo (Reprodução: Instagram)

Perguntado se recebe mais elogios de homens ou mulheres, ele revelou que são abordagens bem equilibradas de ambos. “Faz parte do trabalho, não me incomoda, eu fico até feliz. Legal ter chamado a atenção por essa situação, não é o foco estar sendo visto como símbolo sexual ou objeto de desejo, mas, se isso acontecer por consequência e for algo saudável, tudo bem”.

Em cena

Contratado por obra, Bruno Bevan diz que dividir cena com grandes medalhões da teledramaturgia brasileira é o maior presente que poderia ter ganho com a profissão. “São minhas referências na arte e na vida. Eu não aprendo só em cena, mas nos bastidores, no camarim, em uma conversa. São pessoas maravilhosas, generosas, é um suporte que que eu tenho”.

E continua: “Eles me acolheram, são pessoas altamente capacitadas e eu só aprendo, é uma escola muito grande”, afirmou ele, apontando para perfis como Rosi Campos e Marco Nanini, atores que fizeram parte da vida do ator na adolescência nos tempos de Castelo-Rá-Tim-Bum (programa infantil da TV Cultura) e A Grande Família, reprisada nas tardes da Globo. “Às vezes estamos no camarim e está passando A Grande Família, nós comentamos, damos risada”, revelou. “São pessoas que marcaram a minha adolescência.”

O intérprete de Zé Helio, Bruno Bevan, ocupa seus dias de folga se dedicando ao esporte (Reprodução: Instagram)

Família

Bruno diz que sua família sempre o apoiou em suas escolhas e que seus familiares estão encantados com sua performance em cena. “Eles adoram, são os fãs número um. Tudo que sai eles printam e me mandam. Estão conhecendo um outro Bruno, é um pouco diferente pra eles. Sempre pensaram na minha felicidade, super me apoiaram e me incentivaram. Minha mãe, inclusive, sempre me levava para fazer testes quando eu era menor. Sempre estiveram comigo, e eu faço tudo isso por eles, que sempre contribuíram para eu estar aqui.”

Embora a rotina completamente diferente do seu habitual, agora Bruno Bevan se dedica a decorar textos e aos horários alternados de gravações. “A gente recebe roteiro toda quinta-feira. Tem semana que é mais puxado e que eu gravo todos os dias. Às vezes a gravação começa às 7h da manhã, às vezes às 8h da noite, é uma loucura. A gente tem que estar se adaptar. Ao acordar eu estudo minhas cenas e quando dá um tempo eu faço atividades físicas. Cuido da saúde e mente para estar tudo alinhado.”

Sobre estar sendo dirigido por Amora Mautner e com o texto de Walcyr Carrasco, o ator é só alegria. “A Amora contagia o estúdio com a energia dela, faz nossas cenas crescerem mais ainda. Os outros diretores também: Luciano Sabino, Bernardo Sá, Caetano Caruso e toda equipe ali é sensacional. Walcyr é Walcyr! A criativide dele é surreal, eu admiro muito e fico ansioso para receber os próximos blocos para ler e saber para onde a história vai. Ele faz os telespectadores se surpreenderem”, finalizou.

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