Você sabia? Por Amor foi a primeira novela brasileira a ganhar haters na internet

Publicado há um ano
Por Felipe Brandão
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Por Amor foi um dos maiores sucessos da carreira de Manoel Carlos, tanto em sua exibição original, em 1997, como em suas três reapresentações posteriores. Esta quinta entrega, lançada pela Globo na última segunda (29), já dá mostras cabais de que deve trilhar o mesmo caminho.

Quem está acompanhando a história pela primeira vez, porém, ou a conheceu em uma das transmissões mais recentes, provavelmente nem imagina que a saga de Helena (Regina Duarte) carrega muito mais do que o rótulo de um dos folhetins mais reprisados da história da dramaturgia nacional.

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Foi Por Amor a primeira trama tupiniquim a ganhar o que hoje chamamos de haters. Haters que, vale esclarecer, não se dirigiam à novela em si, mas a uma personagem em especial: a mimada e birrenta Maria Eduarda (Gabriela Duarte), filha da protagonista.

O ciúme doentio pelo marido Marcelo (Fábio Assunção), a ingratidão ante a abnegação sem limites da mãe e a falta de respeito pelo pai, Orestes (Paulo José), fizeram de Eduarda uma das primeiras personagens de novelas a ter uma legião de ‘odiadores’ clamando por seu desaparecimento ou até morte na trama do horário nobre global de mais de 20 anos atrás.

Odiadores arrependidos

Curiosamente, matar Eduarda já fazia parte dos planos originais de Manoel Carlos para a história, muito antes de o movimento hater ter início. O autor pretendia que a filha de Helena morresse de forma trágica, doando em seguida suas córneas para a irmã caçula, Sandrinha (Cecília Dassi) – que estaria cega após um acidente.

Somente depois da morte de Eduarda é que viria à tona a troca dos bebês feita por Helena e César (Marcelo Serrado), e Marcelo (Fábio Assunção) começaria uma disputa contra Atílio (Antônio Fagundes) e a ex-sogra pela guarda do pequeno Marcelinho.

Foi quando um ‘milagre’ aconteceu: muitos dos que detestavam Eduarda começaram a pedir que Maneco voltasse atrás em sua decisão de se desfazer da personagem, que pouco a pouco lograra se redimir nas graças do público. Até mesmo a apresentadora Hebe Camargo endossou o coro, fazendo um apelo em seu programa no SBT para que o autor global Eduarda não morresse.

E, como a voz do povo é a voz de Deus, assim fez Manoel Carlos. O novelista alterou a própria sinopse e manteve Eduarda viva até o final, adiando ao máximo, para isso, a esperada revelação de que os bebês haviam sido trocados – a qual só veio a ocorrer de fato no último capítulo.

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