Vilão redimido em A Que Não Podia Amar, Jorge Salinas já foi rejeitado como galã em outras novelas mexicanas

Publicado há um ano
Por Felipe Brandão
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Gustavo (José Ron) que nos perdoe. Mas não tem para ninguém quando Rogério e Ana Paula (Ana Brenda Contreras) entram em cena em A Que Não Podia Amar. É impossível não se deixar levar pela química entre os dois personagens e o desejo de que Rogério deixe para trás seu lado ‘vilanesco’ para conquistar de vez o coração da heroína.

Quem vê, no entanto, o suposto antagonista da trama mexicana do SBT ofuscar facilmente o insosso ‘mocinho oficial’ nem imagina que seu intérprete, Jorge Salinas, amarga um longo histórico de rejeição como galã nos folhetins da Televisa. Há pelo menos três ocasiões em que ele foi preterido por outro ator mais carismático na torcida da audiência.

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Uma delas, inclusive, pôde ser conferida pelo público brasileiro. Trata-se de Meu Coração é Teu, comédia romântica exibida pelo SBT em 2016. Nesta trama, Salinas dava vida a Fernando Lascurain, viúvo sisudo e autoritário que deixava seus cinco filhos aos cuidados da babá Ana Leal (Silvia Navarro), sem saber que ela, pelas noites, também dava expediente em outra função bem diferente: a de stripper em uma movimentada boate.

Logicamente, a babá descolada e o patrão cara-fechada iriam se apaixonar em algum momento da história. O problema é que a postura excessivamente rígida de Fernando acabou irritando um pouco os telespectadores, que começou a pedir para que Ana terminasse a história nos braços de seu outro pretendente, Diego (Pablo Montero), bem mais simpático que o ‘oficial’.

A coisa só não foi além porque o produtor da trama, Juan Osorio, bateu o pé e fez questão de que o happy ending de Ana na história fosse mesmo com Fernando, doesse a quem doesse. Em outras ocasiões, porém, Salinas e seus galãs não tiveram a mesma sorte…

O marido nada virginal

Em La Esposa Virgen (2006), o ator dava vida ao médico José Guadalupe Cruz, espécie de justiceiro do povoado de San Francisco de los Arenales, onde se passava a história. O personagem vivia uma paixão proibida com a protagonista, Virginia (Adela Noriega), jovem viúva de um general do Exército, com quem se casou em estranhas circunstâncias, pouco antes de este vir a óbito.

O romance entre os dois até tinha certa química. O público, porém, não aprovava que o mocinho da história se envolvesse com Virginia quando ainda era casado com Blanca (Natalia Esperón), uma mulher de dócil temperamento e, ainda por cima, doente terminal. Não deu outra: José Guadalupe morreu de forma trágica nos capítulos finais, deixando o caminho livre para que sua amada fosse feliz com outro, o capitão Fernando (Sergio Sendel).

Adorável antagonista

Alguns anos mais tarde, em Pasión y Poder (2015), Salinas voltaria a provar o amargo sabor da rejeição popular quando, na pele do ético empresário Arturo Montenegro, disputou o amor da heroína de Susana González – que fora sua irmã em A Que Não Podia Amar – com o perverso vilão Eladio, papel de Fernando Colunga.

Com os índices de audiência da novela, porém, em níveis realmente muito baixos, a produção encomendou pesquisas de opinião e descobriu que a audiência não aceitava ver Colunga – marcado pelos papéis de mocinho em novelas como Maria do Bairro (1995), A Usurpadora (1998) e A Dona (2010) – na função de antagonista. A qual, aliás, ele desempenhava pela primeira vez em sua carreira.

O jeito foi fazer de Fernando Colunga o ‘Rogério da vez’, redimindo seu Eladio perante a amada e a plateia, e permitindo-lhe rivalizar de igual para igual com o galã vivido por Salinas na disputa pelo coração da heroína. Os números do Ibope responderam favoravelmente, selando o desfecho da trama ao exato clamor popular: González e Colunga juntos e felizes – e dá-lhe mais uma cena de ‘morte heroica’ para Jorge Salinas e seus mocinhos de segunda mão…

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