Vidas Cruzadas, novela da Record, estreava há 17 anos

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No dia 20 de novembro de 2000, a Record lançava a novela Vidas Cruzadas. Escrita por Marcos Lazarini, dirigida por Henrique Martins, Fernando Leal, Cláudio Cavalcanti e Atílio Riccó, e protagonizada por Patrícia de Sabrit, Alexandre Barillari, Dalton Vigh, Sérgio Britto, e Laura Cardoso, a trama manteve a audiência regular da faixa de novelas da emissora na época.

Vidas Cruzadas contava a história de Letícia (Patrícia de Sabrit). A jovem cresceu num colégio interno na Suíça sem saber de sua verdadeira origem: ela é neta do poderoso Teodoro Oliveira de Barros (Sérgio Britto), que a mandou para fora do Brasil logo que ela nasceu e a trocou por Aquiles (Alexandre Barillari). Aquiles era, na verdade, filho de um empregado de confiança de Teodoro, e o velho fez a troca para cumprir um acordo que salvaria seu patrimônio e a honra de sua família. Como Teodoro estava falido, o Comendador Aquiles Machado (Juca de Oliveira) lhe fez a proposta de se casar com sua filha Beatriz (Ângela Leal), que engravidou muito jovem, desde que ela tivesse um menino, que seria o seu herdeiro. Como nasceu uma menina, Teodoro trocou as crianças, sem que Beatriz soubesse da verdade.

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Os anos passam e Letícia, já adulta, também engravida muito jovem de um homem com quem se envolveu na Europa. Ela, então, deixa a Suíça e retorna ao Brasil em busca do pai de seu filho, que é nada menos que Aquiles. O jovem, um playboy inconsequente, se recusa a reencontrar Letícia, delegando a missão ao seu avô. Teodoro, assim, reencontrará a verdadeira neta, e fará de tudo para esconder seu segredo do passado, que teima em vir à tona. Em meio às intrigas da família Oliveira de Barros, Letícia conhece o fotógrafo Lucas (Dalton Vigh), que passa a ajudá-la e se apaixona por ela. Mas as circunstâncias do destino farão com que Letícia acabe sendo dada como morta, retornando em seguida sob a identidade de Luísa.

Vidas Cruzadas foi a segunda novela da Record produzida pelo canal numa nova fase de sua dramaturgia. A emissora passou a investir em novelas e minisséries a partir de 1997, com as séries de cunho religioso. A partir de 1998, associou-se à JPO para a produção de novos folhetins, surgindo Estrela de Fogo, Louca Paixão e Tiro e Queda. Após esta última, a emissora interrompeu a exibição de novelas nacionais e a parceria com a JPO, planejando ela mesma produzir as novelas que exibiria. Surgiria, então, um novo ciclo de novelas, iniciada com Marcas da Paixão, exibida entre maio e novembro de 2000 e produzida pela própria emissora. Vidas Cruzadas foi sua sucessora, e, depois, foi substituída por Roda da Vida. Após esta última, a Record interrompeu novamente a produção de novelas.

Vidas Cruzadas chamava a atenção pela produção mais caprichada do que das novelas anteriores da Record, com belas cenas gravadas na Suíça e em Recife, Pernambuco, onde a trama se passava. A ideia da emissora era justamente fugir do eixo Rio-São Paulo, que dava a cara das novelas da Globo e do SBT. Sendo assim, Vidas Cruzadas abusava do ambiente praiano do nordeste do país.

Outro fator que chamava a atenção era o elenco da novela, repleto de astros. A trama teve o feito de reunir veteranos como Sérgio Britto, Gianfrancesco Guarnieri, Juca de Oliveira e Laura Cardoso, que viviam papéis centrais. A grande Laura vivia Natália, que fazia parte de um triângulo amoroso maduro formado também por Teodoro e Quaresma (Guarnieri). A novela também repetiu a dobradinha formada por Patrícia de Sabrit e Dalton Vigh, que fez sucesso dois anos antes em Pérola Negra, no SBT.

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Veja o teaser de Vidas Cruzadas:

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