Veja 7 novelas que tiveram muitos problemas e afastaram o público

Publicado há 4 anos
Por João Paulo Reis
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A telenovela é o maior produto cultural do Brasil. De fácil acesso, ela entra em milhões de lares brasileiros todos os dias fazendo sucesso de Norte a Sul do país, mas nem sempre isso acontece. Muitos autores e equipes de novelas já amargaram o gosto do fracasso e rejeição do público.

Listamos abaixo novelas que tiveram problemas e afastaram o público, confira:

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Bete Coelho, Andrea Beltrão e Jacqueline Laurence em As Filhas da Mães (Divulgação/ TV Globo)

As Filhas da Mãe

A novela As Filhas da Mãe, escrita por Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando, foi ao ar em 2001 no horário das 19 horas, e não conquistou os telespectadores. Na história, Lulu (Fernanda Montenegro), chantageada pelo ex-marido, abandonava suas filhas ainda crianças para escapar da acusação de um crime, e conseguia uma carreira de sucesso no cinema americano como diretora de arte. Anos mais tarde, ela retorna ao Brasil para reparar seu passado, ao lado das filhas Alessandra (Bete Coelho) e Tatiana (Andréa Beltrão), mulheres que viviam brigando pelo poder do Jardins do Éden, resort de luxo deixado em estado de desfalque pelo pai desaparecido. Lulu tinha ainda a filha Ramona (Claudia Raia), primeira transexual numa novela. O público não entendeu o enredo, e não aceitou uma novela sem um casal protagonista. Para ajudar a costurar a trama, um rap era colocado entre as cenas fato que prejudicou as vendas da novela para outros países pela dificuldade de tradução das músicas. A novela foi prejudicada ainda por dois acontecimentos do mundo real: o sequestro de Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, e o atentado terrorista ao World Trade Center, nos Estados Unidos, que fez com que os telespectadores fugissem da novela e buscassem fontes de informação em outros canais.

Tony Ramos em Torre de Babel (Divulgação/ TV Globo)

Torre de Babel

Também de autoria de Silvio de Abreu, a novela Torre de Babel, de 1998, enfrentou problemas com o público que inicialmente não aceitou Tony Ramos como Clementino, um homem violento, que logo no primeiro capítulo assassinou a esposa adúltera usando uma pá. Outros personagens também foram rejeitados pela audiência como Agenor, (Juca de Oliveira), Guilherme (Marcello Anthony) e o casal de lésbicas Leila (Silvia Pfeifer) e Rafaela (Christiane Torloni). A saída escolhida pelo autor foi matar tais personagens durante a explosão de um shopping, e amenizar os traços agressivos de Clementino, agora ex-presidiário, numa tentativa de conter a fuga dos telespectadores.

Bruno Garcia, Fernanda Lima e Marcos Pasquim em Bang Bang (Divulgação/ TV Globo)

Bang Bang

Bang Bang, de 2006 foi vendida pela Globo como uma novela revolucionária, já que usava elementos do faroeste americano para se contar uma história folhetinesca, mas acabou pesando negativamente, tanto a baixa audiência da novela anterior, Começar de Novo, como a criticada atuação de Fernanda Lima. Mas estes não foram os únicos problemas. Os nomes dos personagens em inglês, o ritmo arrastado da produção, e o enredo confuso afastaram os telespectadores fazendo a alegria da RecordTV, que no mesmo horário passou a exibir a novela Prova de Amor, que caiu no gosto popular. O autor Mario Prata, se afastou da trama após escrever 30 capítulos, e posteriormente Carlos Lombardi foi chamado pela direção da Globo para assumir seu lugar. A imprensa publicou que tal qual Anastácia, a Mulher Sem Destino, de 1967, o autor substituto faria um terremoto matar todos os personagens e recomeçar a história, o que não aconteceu.

Gabriel Braga Nunes e Bruna Marquezine em Em Família (Divulgação/ TV Globo)

Em Família

Em Família era aguardada por ser a última novela escrita por Manoel Carlos. A história, de 2014, contava a trajetória de Helena (Júlia Lemmertz) mulher dividida entre o amor tranquilo de Virgílio (Humberto Martins) e o amor visceral que nutriu desde a infância pelo primo Laerte (Gabriel Braga Nunes). Os problemas da trama começaram já na escalação dos atores, que contou com uma série de incoerências como Ana Beatriz Nogueira como mãe de Gabriel Braga Nunes, e Vanessa Gerbéli como irmã mais velha de Júlia Lemmertz. Na tentativa de deixar os capítulos mais ágeis, a direção da emissora decidiu editar a primeira fase da trama, fazendo com que Maneco se perdesse em sua terceira fase, com isso o público viu uma novela apática, sem ganchos importantes, e sem o emocional enredo prometido nas chamadas. Ao tentar abordar uma relação homo afetiva entre duas mulheres, o autor também se atrapalhou: Marina (Tainá Muller) chegava na vida de Clara (Giovanna Antonelli), uma mulher casada, cujo marido Cadu (Reynaldo Gianecchini) enfrentava um câncer, como uma destruidora de lares, fazendo com que os telespectadores não apoiassem a relação.

Eva Wilma, Raul Cortez e Reynaldo Gianecchini em Esperança (Divulgação/ TV Globo)

Esperança

Esperança foi planejada para ser uma continuação de Terra Nostra, grande sucesso de 1999. A novela de 2002, inclusive ganhou este título ao ser exibida na Itália pela Rede Quattro. O autor Benedito Ruy Barbosa usou os mesmos elementos da trama anterior: o amor complicado entre os protagonistas Tony (Reynaldo Gianecchini) e Maria (Priscila Fantin), e a imigração italiana na primeira metade do século 20.  Ana Paula Arósio e Reynaldo Gianecchini se machucaram durante as gravações de uma cena onde a personagem dela, Camilli, destruía a estátua de Maria feita por Tony. Enquanto Ana Paula, torceu o pé, Reynaldo teve um de seus dentes quebrado. Devido a problemas de saúde, o autor da trama começou a atrasar a entrega dos capítulos, fazendo com que os atores gravassem as cenas com menos de 24 horas de antecedência até que elas fossem ao ar. Inúmeros flashbacks foram colocados devido ao baixíssimo número de cenas inéditas. Walcyr Carrasco foi chamado às pressas para assumir o folhetim, e fez diversas alterações na trama, até hoje criticadas por Benedito.

Morena (Nanda Costa) em Salve Jorge (Divulgação/ TV Globo)

Salve Jorge

Salve Jorge foi uma novela que sofreu por alguns problemas no seu percurso, o principal deles, a inverossimilhança da trama escrita por Gloria Perez. O público não comprou facilmente a história de Morena (Nanda Costa), uma das vítimas do tráfico internacional de mulheres, levada para a Turquia, um dos países onde se passava parte da trama. O público que havia se habituado à novela anterior, Avenida Brasil criticou os recursos sempre manjados da autora: cultura exótica, danças, e bordões. A representação da Turquia também não poderia ser mais alegórica.

Estela (Nathalia Timberg) e Teresa (Fernanda Montenegro) em Babilônia (Divulgação/ TV Globo)

Babilônia

Babilônia sofreu problemas desde seu primeiro capítulo com o tão comentado beijo entre Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, que formavam o casal Teresa e Estela. O público não gostou de ver duas senhoras homossexuais na TV, influenciado por protestos religiosos. O cafetão Murilo (Bruno Gagliasso) desapareceu assim como sua trama, numa tentativa dos autores de suavizar os temas propostos na sinopse. De prostituta de luxo que seria, Alice (Sophie Charlotte) passou a viver um romance nada crível com Evandro (Cássio Gabus Mendes). Para completar o desastre, a protagonista de Camila Pitanga foi entendida como chata pelo público, que não perdoou nem as vilãs Beatriz (Gloria Pires) e Inês (Adriana Esteves). 

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