TV Brasil reexibe o documentário As Cores da Cidade, no Caminhos da Reportagem

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Caminhos da Reportagem: No movimento que ficaria conhecido como “Maio de 1968”, estudantes de Paris picham os muros da universidade Sorbonne com palavras de protesto contra o então presidente, Charles de Gaulle. As manifestações repercutem pelo mundo. E no começo dos anos 1970, a paisagem urbana de Nova Iorque já traz algumas das primeiras expressões em grafite. Na mesma época, a cultura hip hop chega a São Paulo. Na cidade, o grafite ganha força como instrumento de inclusão social e como arte urbana.

“Maio de 1968 foi realmente um marco divisório no mundo. E repercutiu tanto em São Paulo quanto em Nova Iorque”, observa o artista plástico Celso Gitahy. “Os bairros mais pobres de Nova Iorque, os bairros dos negros, dos imigrantes, são onde surgiram esses primeiros grafites, essas primeiras imagens.”

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Leia também:“Tão diferente de mim”, diz Bela Gil sobre Flor

A equipe de reportagem consultou diversos especialistas sobre as raízes do grafite. E verificou que, desde o começo dos tempos, homens e mulheres usam as paredes para manifestar suas indignações, angústias e aspirações. E questiona o porquê de o grafite ter se tornado uma forma de protesto das minorias.  

A história do grafite

Ela (grafite) não é uma coisa da elite, não é uma invenção da elite. É uma invenção daqueles que não tinham espaços institucionais para se exibirem.” responde o diretor do Museu Nacional Conjunto Cultural da República, Wagner Barja.

O programa mostra ainda que o grafite deixou de ser território essencialmente masculino. Hoje, as mulheres usam o grafite para se expressarem. De forma lúdica, falam sobre temas como violência doméstica e igualdade de gênero. “Ocupar o espaço público é o mais importante de ser mulher e estar no cenário da arte urbana.”, defende a grafiteira J-Lo Borges, da Rede Nami, organização não governamental que busca promover os direitos das mulheres por meio da arte urbana.

Leia também: Participação ‘diferentona’ de Tonico Pereira no Encontro causa na web

Em São Paulo, o artista Alexandre Orion usa a sujeira da poluição para desenhar caveiras nos túneis da cidade. Já o artista Tec usadrones para registrar suas intervenções no asfalto. Este Caminhos da Reportagem confere o efeito desses grafites na paisagem urbana.

Mais sobre o documentário no Caminhos da Reportagem

A reportagem “As cores da cidade” obteve a terceira colocação na categoria Videojornalismo do Prêmio Geneton Moraes Neto. O prêmio é homenagem ao jornalista pernambucano Geneton Moraes Neto, falecido em 2016. Ele valoriza o trabalho profissional de repórteres e técnicos que atuam em televisão. Premiando seis trabalhos nacionais com o tema “Memória e Cidade.” A banca julgadora pré-selecionou 66 trabalhos, que concorreram nas categorias videojornalismo e texto jornalístico.

Produzido pelo Núcleo de Programas Jornalísticos da TV Brasil, o Caminhos da Reportagem é exibido todas as quintas-feiras. O programa é reprisado aos domingos, às 20h. O programa trata de assuntos atuais e leva o telespectador a uma viagem pelo país e pelo mundo em busca de grandes histórias.

Serviço:

Caminhos da Reportagem: “As Cores da Cidade”
Quinta-feira, 12 de julho, às 21h45, na TV Brasil.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio