Tieta: Quem está por trás da misteriosa Mulher de Branco?

A entidade não é sobrenatural, ao contrário, quem se esconde por trás dela é uma pessoa bem viva

Publicado há 4 meses
Por Fábio Costa
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Além da caixa branca da beata Perpétua (Joana Fomm), outro mistério movimenta a história da novela Tieta, que está de volta no GloboPlay para deleite dos fãs que já a conhecem e para que novas gerações tenham contato com a novela de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares, baseada na obra de Jorge Amado.

Trata-se da identidade da Mulher de Branco, que nas noites de lua cheia ataca os homens desprevenidos da pequena Santana do Agreste. De rosto oculto e vestida de noiva, a entidade que nada tinha de sobrenatural atacava os locais.

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Marcolino Pitombo (Otávio Augusto) e Timóteo D’Alembert (Paulo Betti), cunhado de Tieta (Betty Faria), já que é casado com a irmã caçula da protagonista, Elisa (Tássia Camargo), foram algumas das vítimas da misteriosa figura.

Ao final da novela, a revelação: a Mulher de Branco era a fogosa Laura (Cláudia Alencar), mulher do Comandante Dário (Flávio Galvão). O casal morava em Mangue Seco e a certa altura da trama começa a viver um “trisal” com a bela Silvana (Cláudia Magno).

No entanto, um furo dos autores não passou despercebido, especialmente após a reprise da novela em 2017 no Canal Viva, e para os de boa memória já desde a exibição original em 1989/90 na TV Globo.

No primeiro terço da novela, mais precisamente no capítulo 47, Laura e o Comandante estão em casa conversando enquanto são exibidas cenas da Mulher de Branco pela cidade, correndo pelas ruas. Cenas feitas para despistar mostram Tonha (Yoná Magalhães), Carmosina (Arlete Salles), Amorzinho (Lília Cabral) e Cinira (Rosane Gofman) em atitudes suspeitas.

Na obra de Aguinaldo Silva, houve outros mistérios semelhantes. Já em 1987, em sua primeira novela sem coautoria, O Outro, o escritor apresentou o Perfumado, terror das mulheres de Copacabana. Quem estava por trás do tarado? Gato (Milton Rodrigues), dono de um bar.

Uma versão masculina da Mulher de Branco foi o Cadeirudo, que assolava a pequena Greenville de A Indomada (1997), de Aguinaldo e Ricardo Linhares. No final da novela, uma surpresa: na verdade, o Cadeirudo era uma mulher, a beata Lourdes Maria (Sônia de Paula).

Já em Duas Caras (2007/08), as mulheres da história começaram a ser alvos de um maníaco intitulado Sufocador de Piranhas. E era ninguém menos do que o sempre amistoso Geraldo Peixeiro (Wolf Maya).

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