“Tá difícil competir com a realidade”, esse é o mote da nova temporada do Zorra

Publicado há 4 anos
Por Endrigo Annyston
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Político nomeando morto para trabalhar? Papelão no churrasco? A contribuição da mulher na Economia é acompanhar os preços no supermercado? Não está fácil pra ninguém. Imagina para o time de autores de ‘Zorra’, liderado por Marcius Melhem, Celso Taddei e Gabriela Amaral? Está difícil competir com a realidade, mas o programa, que estreia dia 15, segue tentando. Equipe e elenco se reuniram nos Estúdios Globo para lançar a nova temporada e apresentar aos jornalistas os bastidores da produção. Ao entrarem no galpão do evento, os convidados mergulhavam no universo do humorístico. Manchetes de notícias reais – que mais pareciam surreais –, estavam espalhadas por todo o espaço lembrando que as investidas do programa vão apontar para todos os lados onde houver uma piada possível sobre o mundo contemporâneo, dos absurdos da política aos dilemas da maternidade, e até desconstrução de personagens históricos e infantis. Afinal, de um jeito ou de outro, a vida está uma zorra e nada mais zueira do que o mundo atual.

“Se é verdade que Deus existe e é brasileiro, precisamos reconhecer que ele também é o melhor roteirista de todos os tempos. A História recente do Brasil está cheia de viradas, muitos personagens surpreendentes, o enredo é criativo, tem intriga, tem ação, quase nenhuma barriga… Ou seja, não à toa estamos dizendo que está difícil competir com a realidade”, diverte-se a redatora final Gabriela Amaral.

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No evento, foi possível conhecer também o minucioso trabalho das equipes de cenografia, produção de arte, caracterização e figurino, através de uma exposição com fotos, projetos, roupas, acessórios e objetos de cena. “É muito divertido fazer ‘Zorra’ porque a gente tem uma gama de possibilidades. Fazemos desde teatro infantil até a Galileia. São cenários com cerca de 150 metros. Então, a mágica é grande”, define a cenógrafa Fumi Hashimoto. No figurino, a história se repete. “É um dos maiores e mais completos figurinos da emissora e é tudo real. Aqui, a Cinderela é parada numa blitz, por exemplo”, brinca o figurinista Marcelo Henrique Martins.

Um making of foi exibido revelando ainda todo o processo de execução do programa desde a reunião de pauta, passando pela criação dos roteiros, escolha de figurinos, cenários e locação, até gravação, edição e pós-produção. Representantes de cada área falaram aos jornalistas e mostraram que o trabalho atrás das câmeras é muitas vezes artesanal e numericamente impressionante. Desde a estreia do novo formato, em 2015, já foram exibidos 1.800 esquetes, num total de 2.323 minutos no ar. Ao todo, foram mais de 300 músicas compostas especialmente para o programa, 730 sapatos usados pelo elenco e pela figuração e 368 peças de roupa confeccionadas especialmente para os personagens de ‘Zorra’. Aliás, por falar em personagens, desde a primeira temporada já foram criados cerca de 10.500. Eles usaram, por exemplo, 400 acessórios como perucas, barbas e bigodes e 150 batons para compor a caracterização do elenco. “Não é um programa de criação, produção e realização simples. É legal ver o valor e o tamanho do investimento que a gente tem aqui para fazer um programa de humor. E hoje fazemos o programa cada vez melhor”, completa o diretor artístico da atração Maurício Farias.

Diversidade de personagens. Diversidade na equipe. Para identificar a zorra nossa de cada dia e montar o roteiro, a redação do programa tem jornalista, ator, diretor de teatro, artista plástico, músico, literato, designer, homens e mulheres de formações e idades diferentes. “A gente tem um imenso orgulho de ter conseguido formar uma equipe ao mesmo tempo uniforme e heterogênea. Na nossa rotina, claro, brigamos pra caramba, rimos muito, nos envolvemos sempre. Sem dúvida essa diversidade contribui muito para a construção de um programa que se pretende instigante, democrático, abrangente e, esperamos, engraçado – se o pessoal lá de Brasília nos der essa chance”, brinca o redator final Celso Taddei. “A gente quer dialogar com a vida das pessoas, falar sobre comportamento, política, casamento, emprego… Enfim, tudo o que faz parte da vida das pessoas está no programa. O que a gente faz é aguçar o sentido de observação e ficar muito atento às coisas que impactam o dia a dia das pessoas, falar sobre o que elas estão vivendo”, completa o redator final Marcius Melhem.

A trupe tem ainda 36 atores para compor as cerca de 30 cenas que vão ao ar todos os sábados. No elenco estão Otavio Muller, Dani Calabresa, Rodrigo Santanna, Welder Rodrigues, Nelson Freitas, George Sauma, Luís Miranda, Thalita Carauta, Maria Clara Gueiros, Debora Lamm, Cristiana Pompeo, Érico Bras, Fernando Caruso, Flavia Reis, Magda Gomes, Patricia Pinho, Renata Castro Barbosa, Renata Ricci, Renata Tobelem, Valentina Bandeira, Agildo Ribeiro, Alexandre Regis, Anselmo Vasconcelos, Antonio Fragoso, Antonio Pedro, Augusto Madeira, Bernardo Schlegel, Cândido Damm, Claudio Cinti, Isio Ghelman, José Santa Cruz, Nizo Neto, Paulo Mathias Jr., Roberto Guilherme, Tadeu Melo e Tony Tornado.

“O público mais jovem começou a se interessar pelo programa. Humor é uma coisa que a gente vai reiventando a cada dia. Precisamos fazer isso cada vez mais, humor tem que ser para todos os lados. E nós fazemos isso”, diz o ator Luís Miranda.

Dinâmico, com esquetes curtos, este ano o ‘Zorra’ segue com as tradicionais vinhetas mas com uma estética especial. “Sentimos falta de algo que dê uma moldura paras as cenas e marque também um estilo. Uma maneira rápida de separar uma cena da outra, que não fique só no áudio. Então, nos reunimos numa espécie de força-tarefa para retomar as vinhetas, envolvendo um esforço tanto de produção e direção, como de recursos, equipe e equipamentos. O resultado ficou especial”, revela Mauro.

Com estreia prevista para o dia 15 de abril, ‘Zorra’ é um programa de Marcius Melhem e Maurício Farias e vai ao ar aos sábados depois de ‘A Força do Querer’. O programa tem redação final de Marcius Melhem, Celso Taddei e Gabriela Amaral, e direção geral de Mauro Farias.

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