Segunda Chamada, nova série da Globo com a O2 Filmes, tem gravações encerradas; Estreia acontece em outubro

Publicado há um ano
Por Muka Oliveira
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Após
quatro meses de gravações, chegaram ao fim os trabalhos da série Segunda
Chamada
, uma coprodução da TV Globo
com a O2 Filmes. E, para acompanhar
o último dia de trabalho, na noite desta quinta-feira, dia 22, o elenco e as
equipes de direção e produção receberam a imprensa na locação que deu vida à
fictícia Escola Estadual Carolina Maria de Jesus. Os jornalistas acompanharam a
gravação de algumas cenas com os atores Débora
Bloch, Thalita Carauta, Carol Duarte, Caio Blat, Teca Pereira
, Felipe Simas e Linn da Quebrada, entre outros, que também falaram sobre seus
personagens e sobre a experiência de gravar em uma escola real.

Locação em escolas

A locação da série é uma construção histórica e bastante simbólica para a capital paulista, erguida nos anos 50 para acolher a Escola do Jockey Club de São Paulo. Durante décadas, abrigou também outros colégios particulares e, há aproximadamente 10 anos, está desocupada. Sem qualquer sistema hidráulico ou elétrico, a situação é tão precária que, mesmo para uma escola pública em que a infraestrutura é deficiente, o local teve que passar por uma reforma de cerca de quatro semanas, pelas mãos das equipes de arte e cenografia. No complexo de 3.390 metros quadrados, o trabalho foi feito na fachada, na entrada lateral, nos banheiros, no anfiteatro, no grande pátio interno, no terraço recreativo em cima da entrada principal, no corredor com lockers de madeira, na sala do diretor, na sala de reunião dos professores e nas quatro salas de aula do 1º andar.

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A fictícia Escola Municipal Carolina Maria de Jesus, de Segunda Chamada. (Foto: Globo/Mauricio Fidalgo)

A realidade da escola

A escola em si funcionou como um personagem da história, emprestando seus principais valores à série: o realismo latente de sua pintura descascada, de suas infiltrações, de seus vidros estilhaçados, de suas pichações nas paredes – tudo o que ficou de fora da reforma – e a arquitetura vazada e convidativa à entrada do entorno em que está imersa. “Desde o começo, pensei em gravar Segunda Chamada em uma escola de verdade. Para mim, foi muito importante deixar a obra o mais próximo possível da realidade, o que uma locação como esta nos garantiu. Apesar do abandono, a construção é linda e quisemos aproveitá-la”, destacou Joana Jabace, diretora artística da série. Débora Bloch, que em Segunda Chamada interpreta a professora Lúcia, concorda com a importância da escola para a costura da história e, assim como sua personagem, defende o tema em discussão: “Pra mim, o que temos de mais valioso em uma sociedade é a Educação, com seus professores, que são as figuras que formam a nós e a nossos filhos. As escolas lutam contra diversos problemas, desde instalações precárias até a evasão escolar, e o ambiente em si reflete esses dramas. Estar aqui nos ajuda a entender esse universo e contribui para mostrar o ensino noturno da maneira mais fiel possível”, acredita a atriz.

Debora Bloch interpreta Lúcia em Segunda Chamada. (Foto: Globo/Mauricio Fidalgo)

A história de Segunda Chamada

Segunda Chamada
exalta as histórias de superação do ensino noturno para jovens e adultos,
na rotina de uma escola pública de São Paulo, em que pessoas entre 17 e 70 anos
buscam uma vida melhor por meio dos estudos, depois de um dia duro de trabalho.
Na história, além de Lúcia, os professores Eliete (Thalita Carauta), Marco
André (Silvio Guindane) e Sônia (Hermila Guedes) e o diretor Jaci (Paulo
Gorgulho) mostram que é preciso mais do que vocação para enfrentar as
dificuldades da profissão, renovar a fé no que fazem e apoiar alunos, de dramas
e vivências diversas, numa luta pela simples crença no poder transformador da
Educação.

Com
previsão de estreia em outubro, Segunda
Chamada
, uma coprodução da Globo com a 02 Filmes, é uma série criada por
Carla Faour, Julia Spadaccini e Jo Bilac, escrita por Carla Faour e Julia
Spadaccini, com Maíra Motta, Giovana Moraes e Victor Atherino. A série conta
com a direção artística de Joana Jabace e direção de Breno Moreira, João Gomez
e Ricardo Spencer. 

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