SBT baixa mais o nível e coloca gringos para falar asneiras sobre o Brasil: “Pior que o Oriente Médio”

Programa hispânico mostra o submundo e os casos mais bizarros da humanidade

Publicado há 2 meses
Por Cadu Safner
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Silvio Santos está mesmo disposto a qualquer coisa para chamar a atenção do público, e para tal, não importa se pelo lado negativo — se é que é possível baixar ainda mais o nível –, e por aí, entende-se, horários pontuais na grade de sua emissora, caso do Alarma TV, programa de bizarrices e catástrofes que retornou na madrugada de segunda (20).

A atração hispânica tem passado por edição especial a fim de aproximar-se da “realidade” sangrenta ocorrida nas extremidades do nosso país. Isso mesmo! O submundo da violência no Brasil se tornou a aposta do programa, acreditem, com direito a comentários sem noção e embasamento do apresentadores.

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O SBT simplesmente abasteceu o Alarma TV de casos de roubos, brigas e outras violências. Numa dessas, a apresentadora Lianna Grethel, colombiana radicada nos Estados Unidos, disse: “A violência no Brasil é muito comum, principalmente contra mulheres“.

Não estamos aqui para julgar qual país é mais ou é menos violento, no entanto, senhora Grethel deveria saber que pesquisas recentes apontam a Colômbia como caso tão grave quanto o nosso país nessa questão.

Transmitido às 3h20min de segunda a sexta e às 5h aos sábados, o Alarma TV também faz comparações e diz que a situação no Brasil está pior que no Oriente Médio. É mole?

Ainda sobre as formidáveis pautas do programa barato, o telespectador do SBT é agraciado com cenas de pessoas decapitadas, baleadas, mortas, agressões, pessoas em grave estágio de doença, animais em situações de calamidade, pobreza extrema, cirurgias bizarras e abertas, muito sangue, além de suicídio, tudo sem tarja ou blur.

Em tempo

O Mapa da Violência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou neste primeiro semestre de 2020 que o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de Feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas pra os Direitos Humanos (ACNUDH).

O País só perde para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia em número de casos de assassinato de mulheres. Em comparação com países desenvolvidos, aqui se mata 48 vezes mais mulheres que o Reino Unido, 24 vezes mais que a Dinamarca e 16 vezes mais que o Japão ou Escócia.

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