Saída de Vivian de Oliveira prova que Record precisa rever urgentemente sua dramaturgia

Publicado há 2 anos
Por Gabriel Vaquer
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Antes de começar pra valer este texto, algo precisa ser dito: não gostava do estilo Vivian de Oliveira de conduzir novelas ou produções na Record. Didática, sempre indo para os clichês mais batidos possíveis e que, muitas vezes, menosprezava o telespectador.

Contudo, vale reconhecer: Vivian de Oliveira era a autora que mais entendia o público Record. Como ele funcionava e como ele gostava de ver os personagens que gosta. Era a autora que mais sabia moldar o público da Record, depois de Tiago Santiago.

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Veja mais: Autora de Os Dez Mandamentos, Vivian de Oliveira deixa a Record após 21 anos

No entanto, não surpreende a notícia de que Vivian de Oliveira está deixando a Record depois de 21 anos, e após toda a celeuma que esteve envolvida durante a produção da novela “Apocalipse”, última novela bíblica da emissora.

Para quem não acompanhou, o texto de Vivian de Oliveira foi totalmente mudado. O que ela escrevia para a novela chegou num ponto de ser totalmente alterado para o que ia para o ar.

Entretanto, segundo foi noticiado pela imprensa, Christiane Cardoso, supervisora e filha de Edir Macedo, era quem fazia as alterações. A maioria delas era sem aviso prévio para Vivian de Oliveira. Após isso, como ficar? Tem razão Vivian em pedir as contas e seguir sua vida.

Todavia, a saída de Vivian mostra que a Record precisa, urgentemente, rever o seu departamento de teledramaturgia. O atual formato, notoriamente, está desgastado e não funciona mais.

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Novelas bíblicas estão desgastadas na Record

A falta de sucesso de “Jesus”, sem dúvida, se deve em dois fatores. Primeiro: o desgaste das novelas bíblicas. Após “Os Dez Mandamentos”, vieram reprises, uma segunda temporada da saga de Moisés, “A Terra Prometida”, “O Rico e Lázaro”, “Apocalipse” e agora “Jesus”…

Além disso, houve a reprise problemática de “Os Dez Mandamentos” e agora a reexibição de “A Terra Prometida”… Ou seja, operação desgaste concluída com muito sucesso. Outro ponto vale ser ressaltado também.

Quem assistiu a recente reprise de “A Lei e o Crime” na emissora, viu que a Record tem potencial para produzir uma dramaturgia forte e realista, algo que era o seu forte na década passada.

Vendo a atual conjuntura, a emissora precisa rever não só a produção de bíblicas, mas também sua dramaturgia em si. Reativar as tramas fora do universo bíblico é um primeiro passo.

Quem sabe, com a saída da autora de seu maior sucesso na década, se tocam do que é preciso fazer. Enquanto não decidem isso, a Record segue vivendo uma de suas piores fases. Pra mim, não ter a autora de seu maior sucesso recente prova isso.

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