Saiba por onde anda Bruno Miguel, que foi galã de Malhação e Floribella

Publicado há 2 anos
Por Cris Veronez
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Há mais de dez anos longe das novelas, o ator e cantor Bruno Miguel, 36, afirma que ficou noites sem dormir antes
de decidir deixar a carreira na TV e investir em uma produtora.

“Para largar tudo, é preciso ter muita coragem. Mas para conquistar coisas boas na vida, há de se ter coragem.

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Então eu respirei fundo e segui meu coração”, afirma ele, em entrevista ao Observatório da Televisão.

Leia: Malhação: resumo dos capítulos de 29 de outubro a 02 de novembro de 2018

Bruno atuou em “Malhação” (Globo) em 2002 e ainda emplacou o hit “Faz Assim” na trilha sonora da novela teen.

Fez sucesso como o personagem Di Caprio em “Floribella” (Band, 2005).

Até hoje, este papel ainda lhe rende comentários de fãs nas ruas.

Leia: Malhação: resumo do capítulo de sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Em 2007, atuou em “Caminhos do Coração” (Record).

No entanto, pediu o desligamento da trama para gravar seu primeiro CD, “Meu Mundo”.

Aí começava a sua mudança de rumo.

“Lembro de entrar na sala do diretor geral Alexandre Avancinni e ouvi-lo dizer:

‘Estou acostumado com gente me pedindo para entrar nas novelas, mas pedindo para sair no meio é a primeira vez.’

Expliquei que queria investir em outras possibilidades e ele entendeu e respeitou.

Ficou muito surpreso, mas não ficou ofendido nem chateado”, relembra.

De Malhação para outros segmentos

Entre 2010 e 2011, Bruno decidiu mudar completamente de carreira e se dedicar a trabalhos como empresário e diretor.

Em 2011 fundou a produtora Mouse House.

“Criei sozinho e virou um grande case de sucesso no mercado.

Conseguíamos produzir com qualidade e por um valor atraente”, comenta o empreendedor.

O sucesso da empresa foi chamando a atenção da concorrência, até que em 2016 recebeu uma proposta de fusão e criou a Movie Machine, na qual trabalha atualmente.

Ele já produziu campanhas com celebridades como Giovanna Antonelli e Ana Maria Braga.

Longe dos holofotes, ele comemora o fato de poder andar por aí sem se preocupar muito com a aparência.

“Acho muito perigoso esse lance de vaidade. Vivemos numa sociedade que é refém das referências.

Todo mundo tem que ser magro, lindo e rico. Você começa a ganhar experiência de vida e vê que não é assim.

Troquei a vaidade com a minha imagem pela vaidade com meu desempenho e minhas conquistas.”

Bruno também conta que está casado com a mulher dos seus sonhos – a modelo Maqueli Gewehr, 33, e que tem saudades da época em que fazia dublagens.

Confira o bate-papo na íntegra:

Você fez um super sucesso na TV… O que te fez largar tudo e investir na carreira de produtor?

Foram vários fatores. Sempre tive esse ímpeto de conquistar coisas novas, novas possibilidades e novos mercados.

Senti que eu já tinha experimentado o que me interessava na TV.

Também pesou o fato de ver muitos colegas de profissão talentosos que estavam desamparados e sem perspectiva profissional.

O desejo de empreender sempre foi muito forte em mim.

Queria tocar algo que dependesse mais do meu empenho do que de convites.

Não ficou nenhum mal estar com o pessoal de “Caminhos do Coração” (Record, 2007), quando você pediu para sair?

Lembro de entrar na sala do diretor geral Alexandre Avancini e ouvi-lo dizer:

“Estou acostumado com gente me pedindo para entrar nas novelas, mas pedindo para sair no meio é a primeira vez”.

Expliquei que queria investir em outras possibilidades e ele entendeu e respeitou.

Ficou muito surpreso, mas não ficou ofendido nem chateado.

Mudanças

Mudar é sempre um desafio, né? Foi uma escolha difícil?

Foi sim. Fiquei dias sem dormir e muito ansioso.

É difícil trocar o certo pelo duvidoso, mas sempre acreditei que para alguma coisa dar certo, você tem que fazer com amor e com boa vontade.

Você precisa curtir aquilo de verdade. Para largar tudo, é preciso ter muita coragem.

Mas para conquistar coisas boas na vida, há de se ter coragem, então eu respirei fundo e segui meu coração.

Assédio

Em algum momento, lá no início dos anos 2000, o assédio do público te deixou desconfortável?

Você tem que lidar com todo o tipo de assédio, né? Muitas vezes, é agradável, quando a abordagem é feita da forma certa.

Mas só quem teve esse tipo de exposição vai entender o desconforto de perder sua liberdade.

Ser apontado na rua, objeto de cochichos e até mesmo ter sua privacidade invadida quando você gostaria de ficar na sua.

Mas, no geral, eu atendia a todos com sorrisos e tinha prazer em tirar fotos.

Hoje, esse assédio ainda acontece?

De forma muito curiosa e inusitada, ainda acontece. Quando eu menos imagino, alguém pergunta:

‘Você fazia Floribella, não fazia ?’ E então caímos na gargalhada.

Nesses momentos, vendo o brilho no olho dessas pessoas que me reconhecem, e a alegria delas em ver ao vivo alguém que participou da infância delas, me sinto meio ‘Chaves’.

Às vezes é difícil entender porquê uma novela infantil, exibida há tanto tempo, marcou tanto aquela pessoa e de forma tão mágica.

Mas se eu visse o Chaves andando na rua, certamente ia me comportar como um fã também.

Poder ter participado da infância de uma geração é uma sensação incrível.

Vaidade

Você não trabalha mais tanto com a imagem como antes, mas rola aquela vaidade com a aparência?

Não. Isso foi um desafio pessoal para mim também.

Por causa da minha exposição como cantor e ator, eu sempre fui muito vaidoso.

Muito mesmo.

E quando decidi ir para atrás das câmeras, também encarei o desafio de deixar um pouco de lado essa minha vaidade.

Acho muito perigoso esse lance de vaidade.

Vivemos numa sociedade que é refém das referências, todo mundo tem que ser magro, lindo e rico.

Você começa a ganhar experiência de vida e vê que não é assim.

Troquei a vaidade com a minha imagem pela vaidade com meu desempenho e minhas conquistas.

Fora dos holofotes

Me conta um pouco sobre o seu trabalho como produtor, sobre os prêmios da Movie Machine e sobre seus planos para o futuro.

A Movie Machine está perto de completar três anos e nos firmamos como uma das maiores produtoras do Brasil.

Atendemos grandes clientes como Coca-Cola, Gol, TIM, Google, Texaco, Unilever, Amil e Fox.

Os prêmios são resultado de um trabalho feito com muita dedicação e carinho.

Eu amo dirigir e contar histórias.

Nos últimos anos, ganhamos muitos prêmios internacionais como o Cannes Lions – considerado o Oscar da publicidade mundial -, Clio Awards – o maior prêmio dos Estados Unidos -, NY Festivals, El Ojo de Iberoamerica, Wave Festival, AdStars ( Ásia ), Epica Awards (França), Lusos (Portugal) e mais de 20 prêmios nacionais.

É sempre bacana ter esse reconhecimento do mercado.

Ser premiado me passa a sensação de que estou no caminho certo e de que tenho algum potencial para ajudar nesse mercado.

Diretor

Como diretor, como você definiria o ator ideal para trabalhar com você?

Quando falamos de perfil, isso não existe. Porque cada história precisa de um tipo de perfil para ser contada.

Mas quando falamos de postura profissional e técnica, aí sim, temos uma coisa importante.

Os atores mais desejados são aqueles que, além de terem talento, tem domínio da técnica de interpretação e conseguem precisão nas expressões.

Uma atriz com quem trabalhei bastante antes dela fazer TV, foi a Bárbara França.

Fizemos muitos filmes juntos e adorava trabalhar com ela por causa da sua grande capacidade em ter controle das expressões.

Isso permite ao diretor ‘esculpir’ o trabalho do ator.

Como a publicidade conta muita coisa em 30 segundos, quanto mais precisas forem as expressões e gestos, mais nos ajuda a contar as histórias.

Também destacaria os trabalhos da atriz Bela Carrijo, que filmei recentemente para Intelbras, Da Renata Ricci e Caetano O’Maihlan, que fizeram filmes recentemente, e da atriz Jéssica Juttel, com quem filmo sempre.

Dublagens

Você ainda faz dublagens?

Não e morro de saudades ! Eu dublei muito dos meus 8 anos até uns 20 anos.

Foram muitos personagens famosos como o Simba, do Rei Leão; o Andy em TOY STORY; o KEN, namorado da Barbie;

O Jonny Quest, o Zezinho Donald, sobrinho do Pato Donald, e muitos outros desenhos, filmes e séries.

De tudo que fiz na vida, é o que mais tenho saudade.

Isso requer disponibilidade e tempo, coisa que hoje em dia eu não tenho.

Mas adoraria ser convidado para dublar um filme, como participação especial.

Como é seu dia a dia atualmente?

Trabalho muito. Como dirijo muitos filmes ao mesmo tempo, estou sempre entrando e saindo do processo de cada filme.

São muitas reuniões, sets de filmagem e muito tempo na produtora editando os filmes.

Também viajo bastante para São Paulo, onde temos filmando bastante.

Nas horas livres, eu viajo. Tento sair do Brasil de 3 a 5 vezes por ano.

Vida amorosa

Está namorando, casado, solteiro, enrolado, encalhado…..? (risos)

Me casei no ano passado, na Disney, com a mulher mais linda e incrível que já conheci na vida.

E olha que depois de 13 namoros!!!! [risos]

Até o Mickey e a Minnie foram ao nosso casamento.

Nos damos muito bem e nos divertimos muito. Ao contrário do que a maioria diz, eu acho ótimo ser casado.

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