Roberto Cordovani relembra Sebastião, o vilão racista de Novo Mundo

Ator, que tem mais de 30 anos nos palcos, viveu seu primeiro personagem na TV brasileira

Publicado há 9 meses
Por Arthur Pazin
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No ar em edição especial desde o final de março, devido à pandemia do coronavírus, a reprise de Novo Mundo trouxe de volta à telinha o talento de Roberto Cordovani, ator brasileiro que vive na Europa há 34 anos, atuando no teatro em países como Portugal e Espanha.

Na novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão, o ator interpretou Sebastião Quirino, seu primeiro papel na TV brasileira. Na história, o personagem é um terrível vilão, racista e ganancioso, que é capaz de tudo para manter seu poder e atender a seus interesses.

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Pai de Cecília (Isabella Dragão), o fazendeiro comercializa escravos do Rio de Janeiro, aliando-se a Thomas (Gabriel Braga Nunes) para impedir a independência do Brasil.

Em entrevista à jornalista Fernanda Lopes, do Notícias da TV, Roberto contou que foi convidado para integrar o elenco da trama após ser assistido por Vinícius Coimbra, diretor do folhetim, em uma peça de teatro.

Ele revelou que sentiu medo da reação do público, mas que se surpreendeu com a recepção calorosa que teve na época. “Sabe como é, sempre tem alguém mais alterado, que se identifica com os personagens que Sebastião fez sofrer”

Mas não, para minha surpresa todo mundo foi muito querido, as pessoas realmente se aproximavam com muito respeito”, afirmou o ator, que disse já ter sido abordado, inclusive, em um shopping center de Portugal, além de receber mensagens carinhosas de fãs.

“Metamorfose”

Roberto Cordovani como Sebastião Quirino em Novo Mundo (Foto: Divulgação/TV Globo)

Ainda durante o bate-papo, Roberto explicou por que aceitou dar vida ao mau-caráter da trama das seis. “O que me moveu a fazer esse personagem é a riqueza que, como ator, eu podia explorar muito. Sebastião tem vários niveis, ele é terrível, é medroso, é frágil, às vezes ele é patético, e por ser patético acaba se tornando cômico”, alegou o artista.

Em entrevista ao jornal Extra, o ator contou que para viver o papel, precisou mudar radicalmente o visual. “Representar o Sebastião foi uma metamorfose. Primeiro porque me vejo altamente gordo em todas as cenas”

Não sou gordo, mas a roupa branca com todos aqueles enchimentos e forros criam uma barriga. Puseram extensão no meu cabelo e aquela maquiagem branca, sou um dos poucos na trama que usa maquiagem assim“, disse Roberto, que revelou influências da corte francesa na personagem.

Segundo os autores, (…) tem resquícios de Luís XV, embora esteja já no século XIX. Me causou muito estranhamento”, confessou o ator, que interpretou, no folhetim, cenas fortes, como quando chicoteia Idalina (Dhu Moraes) em praça pública como punição por ajudar a filha a se casar com Libério (Felipe Silcler), um homem negro.

Foram muito difíceis as cenas em que chicoteei meu filho e a escrava, assim como a passagem em que pus fogo na minha própria casa, e depois quando virei um mendigo e os negros jogaram fezes em cima de mim… Foram cenas trabalhosas, com muitas horas, envolvendo uma equipe muito grande”, lembrou o ator, que dispensou o uso de dublês.

Roberto Cordovani (Foto: Divulgação/Márcio Damasceno)

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