Roberto Cabrini entrevista Dr. Bumbum no Conexão Repórter

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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No Conexão Repórter desta segunda-feira (18), Roberto Cabrini fica frente a frente com Denis Furtado, conhecido como “Dr. Bumbum”. A entrevista deu origem ao documentário Morte na Estética e mostra o depoimento de Furtado sobre o caso Lilian Calixto. O programa começa log após o Programa do Ratinho, no SBT.

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Sete meses depois da
morte de Lilian Calixto, Dr. Bumbum quebra o silêncio. Ele fala pela primeira vezsobre o
caso que o levou a ser taxado de “médico assassino”.

Cabrini tem acesso à
luxuosa cobertura do médico na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O local é o
mesmo em que a aplicação de Lilian aconteceu para uma conversa de muitas horas.

Ele fala sobre responsabilidades
e a lógica de seus atos. Denis Furtado ainda explica por que fugiu da polícia
arrebentando a cancela do estacionamento de um shopping. Além da razão de ter
ficado quatro dias foragido. 

O jornalista entrevista ainda
Levi Inimá de Miranda, perito responsável pelo laudo que contesta a versão
oficial de que Lilian teria morrido de embolia pulmonar.

Confira algumas frases da entrevista:

Isso aqui é uma clínica, um
consultório ou simplesmente sua cobertura, onde nós estamos?

Aqui é um espaço na minha casa
que tenho para receber um paciente ou outro…

Mas não é considerado uma
clínica. O que é uma clínica? Uma clínica é um lugar que tem autorização legal
para funcionar, não é o caso aqui, né doutor?

Vamos aqui definir…
legalização… um alvará na parede? Não!

Se o sr. não tinha alvará, por
que o sr. atendia aqui?

Porque é um lugar tão apropriado
e tão próprio quanto meu consultório na Barra ou de Copacabana.

Mas teria que ter um alvará aqui?

Um alvará é um documento
meramente administrativo.

Dr. Denis Furtado, o Sr. tinha
consciência de que o PMMA pode causar morte? 

Quando feito por médico
capacitado, eu até hoje acredito que não.

Mas o sr. reconhece que a
aplicação de PMMA é um procedimento que oferece determinados riscos?

Eu vou ter novamente que dizer
que, até hoje, não…

Hoje, fazendo uma retrospectiva
dos seus atos, realisticamente, você poderia ter salvo Lilian Calixto?

Não, porque ela teve um infarto
do miocárdio. Ela chegou a omitir alguns pontos que eu não posso falar agora. O
perito, quando avaliou todos os exames dela, verificou que a causa morte dela
não poderia ter sido evitada, quanto mais revertida.

O sr. está tentando me convencer
de que se ela não tivesse feito aplicação de PMMA, isso não teria feito a
diferença? Ela teria uma parada cardíaca da mesma forma?

Eu não quero te convencer de
absolutamente nada. Eu estou baseado em fatos, laudos de que Lilian Calixto, se
não tivesse infartado aqui, poderia ser já no avião, dormindo em casa,
academia, porque ela já tinha uma lesão. Ninguém infarta da noite para o dia.

Por que você fugiu?

Eu acho que você faria o mesmo.
Porque um carro comum todo apagado às 2h da manhã aqui no RJ te fecha, sai sem
farda, com um fuzil. O que você vai fazer?

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