Repórter demitida da Band diz que foi dispensada porque queria amamentar filho

Publicado há 3 anos
Por Gabriel Vaquer
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Repórter demitida da Band no início do mês de julho, onde atuava no Brasil Urgente, apresentado por José Luiz Datena, a jornalista Fabíola Figueiredo fez revelações chocantes sobre sua saída do canal.

Em uma live no seu Facebook, realizada na tarde da última quarta-feira (1), Fabíola explicou como tudo ocorreu em detalhes e disse que tudo aconteceu porque simplesmente ela queria amamentar o seu filho recém nascido, o pequeno Nicholas, hoje com um ano e dois meses.

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Fabíola começou a história dizendo que a sua primeira gestação teve a amamentação prejudicada por conta do trabalho na Band, e ela prometeu que não faria o mesmo com o seu pequeno. Foi aí que começaram os problemas

“Tive um filho recentemente, voltei da licença-maternidade em janeiro. Na minha outra gestação, a minha filha teve uma amamentação prejudicada por causa dessa vida louca do jornalismo. Porque a jornalista, que trabalha na rua, não consegue o exercer o direito, se não é garantido pela empresa de alguma forma, de sair duas vezes no expediente para amamentar o filho, como manda a lei”, comentou Fabíola.

“Na primeira gestação, até pela inexperiência, eu não exerci esse direito. Mas eu ia para Campinas, por exemplo, e como eu ia sair de lá pra amamentar minha filha? Com o Nicholas, eu prometi que não permitiria que atrapalhassem. Novamente, fiz todo um esforço e consegui, e hoje o meu filho está firme e forte”, explicou.

Foi em março, com a saída do editor-chefe do Brasil Urgente na época, Simão Scholz, que as coisas começaram a mudar para Fabíola, segundo ela. Ela acusou um possível “olho torno” e pedidos exdrúxulos começaram a ocorrer.

“E aí, de repente, em meados de março, um chefe incrível resolveu sair da Band pra cuidar da família. E depois disso, eu percebi que alguma coisa começou a acontecer. Difícil falar em perseguição, mas com um olhar torto, sabe? Não só pra mim, mas pra outros. Mas fui seguindo o meu trabalho.”, afirma.

“Até que começou o seguinte: que eu mudasse demais o meu horário. Entrasse na Band às 5 da manhã, e aí queriam que eu ficasse até o link às 20h. Mas espera, amamentando? Já é difícil… A gente é contratado por um determinado período de horas, mas sempre estoura o tempo, sempre fica até mais tarde, a gente não para para almoçar. É sacrificante, mas é a vida que a gente escolhe. Só que existe direitos trabalhistas. E quando falamos de um bebê, o bom senso devia prevalecer”, diz.

Por causa de seu filho, a jornalista decidiu não fazer o que ocorreu com sua primeira filha: quase perdeu todo o leite na amamentação. E, segundo ela, por bater o pé para amamentar o seu garoto, ela teria sido dispensada da Band.

“Eu fiz uma plantão louco na Band quando voltei da licença: 5 dias de 12 horas, e o meu peito secou. E tive até que consultar uma pediatra, e deu tudo certo. Mas aí temos que bater o pé e fazer ter o direito que a lei nos garante. E eu comecei a bater o pé, porque eu não queria fazer, porque tinha que voltar para amamentar. E o bom senso não prevaleceu, mesmo de chefes que estavam com bebês em casa. E aí você vê o machismo que prevalece em casa”, disse.

“É isso gente, eu fui demitida por causa disso. É claro que ninguém admite, mas foi isso que aconteceu. A redação foi incrível, me deram muita força. E chefes, vocês não são filhos de chocadeira. Quem tem que sair para levar o filho na escola é a mulher. Precisamos discutir isso”, concluiu.

Veja a fala completa de Fabíola:

 

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