Relembre participações de Gabriela Prioli, ex-CNN Brasil, na TV

Mestre em Direito participou de debate sobre intervenção da Prefeitura de SP na Cracolândia e rebateu advogada na Record News

Publicado há 6 meses
Por Arthur Pazin
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No último domingo (29), a comentarista do programa da CNN Brasil, O Grande Debate, Gabriela Prioli, pediu para deixar suas funções no novo canal de notícias após se desentender, ao vivo, na sexta-feira (27), com o jornalista Reinaldo Gottino.

A saída da advogada da emissora foi confirmada pela CNN Brasil, que informou que Gisele Soares passará, então, a ocupar seu lugar na atração de debates.

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Ontem à tarde, Gottino assumiu que se excedeu com a profissional ao pressioná-la para saber sua opinião pessoal e a situação foi repercutida pelos internautas nas redes sociais.

Antes do confronto com o ex-âncora do Balanço Geral, Gabriela Prioli já havia mostrado seu lado polêmico ao discutir com Caio Coppola, também comentarista da atração de debates.

Muito antes de surgir na mídia com seus embates, a Mestre em Direito já havia dado as caras, há alguns anos, em programas de TV. Em maio de 2017, Gabriela participou do JR News, programa de notícias da Record News, onde debateu com a advogada Maristela Basso.

Na ocasião, as duas profissionais, que possuem opiniões bastante diferentes em relação ao tema, falaram sobre a repressiva operação da Polícia Militar na Cracolândia, quando o então prefeito de São Paulo, João Dória, pediu à Justiça autorização para apreender usuários de drogas e levá-los à avaliação médica compulsoriamente.

O pedido, que foi inicialmente aceito, acabou sendo derrubado pelo Tribunal de Justiça e as advogadas foram falar sobre a situação, mediadas por um jornalista.

Com a dependência do crack como tema de seu mestrado, em 2014, Gabriela discordou das falas de Maristela e disse que via a situação de uma maneira diferente.

Na verdade essa ação, na qual a Prefeitura fez um pedido incidente em relação às internações compulsórias e fez depois de uma ação novamente fracassada na região da Cracolândia, no dia 21, quando chegaram na Cracolândia com uma força policial, é uma ação eminentemente repressiva e aconteceu o que havia acontecido e os usuários só se dispersaram”.

A advogada disse ter relatos de prisão de traficantes e questionou a ação. “Posso entrar no mérito de qual o grau dessas pessoas no tráfico, porque tem gente aí que vende pra sustentar o próprio uso, porque são pessoas doentes, que teriam de estar inseridas no âmbito de atenção e não repressão”, opinou Prioli, que apontou contradição nos pedidos da Prefeitura.

Como resposta, Maristela disse que era muito fácil falarem da Cracolândia em abstrato, no quentinho das casas e de camas limpas. “A Cracolândia é um gueto no qual as pessoas estão segregadas à morte.”

Ali vamos encontrar nos dutos dos esgotos fetos e a Prefeitura, nenhum Estado pode conviver com essa realidade porque de um lado tem a pressão da população que reside no entorno que queremos ir, vir e ficar. Por outro lado ali é cometido crimes de morte a céu aberto, ali o aborto é praticado ali as pessoas estão morrendo porque estão doentes. Então o Estado e município não podem ficar omissos”, rebateu a professora universitária.

Na sequência, o apresentador falou sobre higienização social, como criticaram movimentos sociais e Maristela negou, chamando a operação de Dória de sucesso. Em seguida, o jornalista perguntou à Prioli se ela acha que houve ou não uma higienização social.

“Na verdade eu nem preciso entrar neste mérito, mas a Dra. Maristela está dizendo que a aproximação dessas pessoas fez com que várias delas decidissem por se internar.”

“Então eu tenho uma aproximação que não necessita de força, que incita o dialogo e a fortalecer sua autonomia individual e atuar no processo de recuperação.”

“Se o programa preza por este tipo de atuação, eu não preciso de uma autorização judiciária pra eu coletar as pessoas na rua e submeter obrigatoriamente a uma avaliação médica.”

(…) Eu não conheço quem melhore, se fortaleça numa situação diante de um problema com um dedo na cara apontando a dificuldade”, respondeu a advogada, que foi interrompida por Maristela.

Mas não é essa a intenção do programa né”, lembrou a advogada gaúcha, que não foi concordada por Gabriela. “Bom, foi a intenção quando fizeram o pedido incidental pra que as pessoas fossem recolhidas”.

Maristela, então, negou a fala de Gabriela. “Isso não é verdade. Onde que isso tá escrito na petição da Prefeitura?”, perguntou a profissional. Gabriela alegou, então, que na vara específica os autos não estavam disponíveis para quem não tem acesso.

Logo depois, o apresentador perguntou para ela: “Essa ação da Prefeitura não teria que acontecer, não era necessário acontecer, uma vez que essas pessoas estão envolvidas num meio onde dificilmente vão querer sair pela oferta de drogas?”

“Olha, eu acho que depende do custo que isso tem. Então, hoje em dia é fácil conseguir droga em qualquer lugar. As pessoas estão a 300 m da Cracolândia e elas continuam conseguindo.”

Depois, existiam ações em curso. O programa Braços Abertos da antiga Prefeitura e o programa do Estado de SP estava em curso no local e os vínculos criados. E acho que aqui a gente tem que tomar cuidado com dois pontos.”

“Primeiro, os argumentos emocionais, porque a gente não pode discutir questões técnicas não sendo especialistas depois acho que a gente tem q tomar cuidado em falar sobre questões eminentemente médicas.”

“Eu não me sinto confortável pra falar sobre pulsão morte ou qualquer grau de dependência submetida a minha avaliação porque eu não sou médica. O que eu acho é que a ação da Policia naquele local compromete demais a ações que já estavam sendo empreendidas com os usuários. Esse é o objetivo da Política.”

Pra finalizar, Gabriela Prioli falou que é preciso, primeiramente, estabelecer os objetivos das operações. “Então eu escuto agora um discurso de diálogo, que a prefeitura quer se aproximar e que a coisa tem a ver com atenção, mas o que vi foi a tropa de choque chegando na Cracolândia e expulsando lá com bala de borracha e gás de efeito moral.”

Foi o que vi. Depois ouço que o programa tem objetivos traçados e ouvi também que estes objetivos foram atropelados por uma ação precipitada da Prefeitura de SP e depois um pedido às pressas relacionado a uma internação em massa, sem nenhuma individualização a Prefeitura teria a capacidade de captá-las na rua, mas tentei acessar e não consegui acessar. Então se a Prefeitura quiser mostrar de fato que o que pediu não foi genérico, que disponibilize então pra que as pessoas tenham conhecimento”, concluiu a advogada. Assista:

Dois meses depois, Gabriela Prioli voltou a falar sobre o assunto, no programa Insight, atração do Canal Profissional, canal educativo, que faz parte da Rede São Paulo Saudável, TV corporativa da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

No programa, a Mestre em Direito falou sobre a influência da repressão penal sobre o usuário de crack na busca pelo tratamento e dividiu opiniões do público. Confira:

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