Regina Casé define Lurdes, de Amor de Mãe, como personagem ‘arrebatadora’: “Não conseguia puxar o freio de mão”

Elenco e autora comemoram o retorno da novela

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Interrompida em março de 2021 por conta da pandemia, Amor de Mãe volta à programação da TV Globo. Depois de quase um ano longe da TV e tendo finalizado as gravações em novembro do ano passado, a novela de Manuela Dias com direção artística de José Luiz Villamarim reestreia dia 1º de março.

Durante duas semanas, os capítulos que relembram as histórias dos personagens vão ao ar antes das emoções finais de A Força do Querer. E a partir do dia 15, o público vai poder acompanhar os desfechos de Lurdes (Regina Casé), Erica (Nanda Costa), Camila (Jéssica Ellen), Ryan (Thiago Martins), Magno (Juliano Cazarré), Sandro (Humberto Carrão) e muitos outros com os episódios inéditos da trama. Autora e elenco comemoram a volta da novela. 

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Assim como na vida real, a história será invadida pela pandemia em sua segunda fase. Apesar disso, os motes principais dos personagens seguem firmes e fortes. Nem as máscaras e o isolamento social serão capazes de parar a busca de Lurdes por seu filho Domênico.

Quando a novela foi interrompida, fiquei preocupada com o mundo, com tudo que estava acontecendo com a humanidade. A preocupação com a novela veio depois.

No início, pensei em não colocar a Covid na trama, mas logo ficou claro que a experiência ia ser muito mais intensa com ela. Comecei a pensar como cada personagem reagiria à essa nova realidade que todos nós estávamos sendo submetidos.

E eles, assim como nós, vão se adaptando à pandemia. A gente continua tentando realizar nossos sonhos pessoais e a Lurdes também: ela continua buscando os meios para encontrar Domênico. É um momento em que é preciso ter muita força e isso acontece na dramaturgia também”, revela Manuela Dias, reforçando que Amor de Mãe é uma novela extremamente realista e naturalista.

A novela não resolve a realidade que ainda não está definida, mas mostra a força dessa doença, que atinge qualquer pessoa, sem nenhuma distinção. Nessa nova fase, a gente se uniu muito, transformou todas as adversidades em força. A resiliência foi um fator superimportante no processo. Tenho certeza que o público vai ficar muito feliz”, complementa a autora.

Para o elenco, o retorno ao set e o reencontro com os amigos de trabalho foi emocionante. Regina Casé lembra da volta ao trabalho: “Me senti segura o tempo todo e muito bem cuidada. Por ser a mais velha do núcleo, via uma preocupação de todos muito grande comigo.

Mas acho que eu era a que mais me jogava, mas sem imprudência. A Lurdes é uma personagem muito arrebatadora, eu estava com aquilo tudo guardado e não conseguia puxar o freio de mão. E não só a novela e esse personagem são lindíssimos, mas o encontro desse elenco também é algo único. A gente criou, de fato, uma família”, conta a atriz.

Nanda Costa diz que Regina foi a primeira pessoa que encontrou quando voltou aos Estúdios Globo. “Não poder abraçar foi difícil, mas voltar e ir reencontrando as pessoas nos deu uma esperança. O psicológico ficou menos abalado no set”, afirma. A intérprete de Erica conta ainda que o período exigia mais concentração.

É mais trabalhoso gravar com esse protocolo, então existia uma concentração muito maior de toda a equipe. Mas foi muito bom estar trabalhando e contando essa história cercada por gente especial, que vibrava junto”. 

Humberto Carrão reforça a fala da amiga: “Claro que tinha a apreensão da volta, mas também muita alegria. Passamos meses loucos para nos reencontrar, nos abraçarmos e nos tocarmos. Não podíamos.

Esta é uma novela carregada de encontros e afetos e a gente soube mostrar muito bem como se relacionar e se abraçar, mesmo sem poder. Encontrar as pessoas de novo, depois de tanto tempo dentro de casa, dava a impressão de que as coisas voltariam ao normal. Fazíamos planos para assistir ao último capitulo em uma festa, porque imaginávamos que as coisas estariam melhores”, lamenta. 

Se divertir trabalhando sempre foi um ponto importante para Thiago Martins. “E acho que Amor de Mãe foi a que eu mais me diverti fazendo. Mas a pandemia chegou e desconstruiu isso.

Voltar foi como uma luz no fim do túnel. Todos nós – elenco, produção, equipe técnica – fomos muito bem cuidados em todas as etapas”, afirma, lembrando que para algumas gravações, era necessário ficar um período isolado em quarentena, hospedado em um hotel no Rio de Janeiro.

Já Jessica Ellen conta que mesmo com a pausa de quase seis meses, “tinha a sensação de dormir com a Camila todos os dias”, revela. “Quando voltamos, foi um turbilhão de emoções.

O figurino e o cenário da Camila me ajudaram muito e o retorno e a adaptação aconteceram de uma maneira bem natural. Acredito que tenha sido fácil reconectar porque nossos personagens já estavam todos bem definidos”, analisa.

Ela conta que na nova fase, Camila, que é professora, passa a dar aulas online. “Foram jogadas de muita maestria para que a gente não perdesse esse ‘amor de mãe’. A trama não foi afetada, fomos conseguindo resolver”.

Assim como ela, Regina também conta que sua Lurdes surgia ao colocar seus apetrechos tão cheios de simbolismo: “os óculos, bolsa e toalhinha são mágicos: colocou, virou Lurdes em um minuto”, brinca a atriz.

Quem também estava tomado pelo personagem era Juliano Cazarré. “Chega um momento em que o personagem toma conta. O Magno já tinha a boca, o corpo dele… Quando cheguei na frente da Regina e entrei naquela casa, o Magno já estava pronto para viver novamente”.

Para ele, o papel documental da obra também é muito importante neste momento. “Fizemos algo lindo e que vai se tornar histórico. Claro, preferia que a gente não tivesse passado por tudo o que o mundo passou, mas ‘Amor de Mãe’ fará com que a gente se lembre para sempre do que está acontecendo”, destaca o ator.

Todas essas emoções às quais a gente está aprendendo a lidar a duras penas, conferiu à novela um produto muito maior. Conseguimos levar o que estamos vivendo nas nossas vidas para a ficção”, complementa Regina.

A novela, criada e escrita por Manuela Dias, conta com a colaboração de Roberto Vitorino, Mariana Mesquita e Walter Daguerre, e supervisão de Ricardo Linhares. A direção artística é de José Luiz Villamarim, com direção de Walter Carvalho, Noa Bressane, Philippe Barcinski, Isabella Teixeira, Fellipe Barbosa e Kiko Marques.

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