Record TV é condenada em multa milionária após danificar patrimônio pré-histórico

Publicado há 5 meses
Por Cadu Safner
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A Record TV foi condenada em segunda instância a pagar o valor de dois milhões de reais por ter danificado com tinta branca uma parede com arte rupestre, usada como cenário para as gravações da minissérie bíblica Rei Davi, produzida em 2012. A arte pré-histórica estava preservada durante séculos na cidade de Diamantina, em Minas Gerais. As informações são da jornalista Regiane Oliveira, do jornal El País.

A condenação judicial vem dez anos após o fim da minissérie e, ainda de acordo com o apurado, a emissora nega em Juízo qualquer relação com o ocorrido, uma vez que a prova pericial foi realizada dezenove meses após o encerramento das gravações de Rei Davi. A Record TV também informa que a gravação da minissérie gerou benefícios ao município de Diamantina, tais como o acréscimo no turismo e projeção nacional e que por isso não deveria pagar indenização por danos sociais.

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Salientou também que o local utilizado não havia informação de que se tratava de um sítio arqueológico ou área de preservação. O centro histórico de Diamantina (cidade colonial), é reconhecida pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, por manter preservada a memória dos garimpeiros de diamantes do século XVIII.

Fruto de um profundo desconhecimento do valor das pinturas rupestres e do patrimônio arqueológico“, referiu o pesquisador Andrei Isnardis à emissora. Na decisão em primeira instância, a Record TV foi condenada à recuperação dos danos ambientais, ao custeio de prova pericial no valor de 2 milhões, uma por danos morais coletivos e outra pelos danos ao patrimônio cultural. “Não tem preço! Estamos falando de outro tipo de valor. Em valor histórico, cultural, antropológico, humano, de pessoas que tinham um outro modo de vista. A pintura rupestre é o vestígio mais visível de outros povos. É inestimável“, lamenta o profissional.

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