Record terá de indenizar médico que foi chamado de “assassino” e “açougueiro” em reportagens

Publicado há 3 anos
Por Gabriel Vaquer
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A Comarca de Jataí, cidade localizada no interior de Goiás, condenou a Record a pagar uma indenização de R$ 180 mil por chamar um médico de “assassino” e “açougueiro” durante reportagens sobre uma paciente que teria morrido durante uma operação médica de cirurgia plástica.

A decisão foi tomada pelo juiz Thiago Soares Castelliano Lucena de Castro, que na mesma decisão, condenou uma série de outros veículos, principalmente locais da cidade de Jataí, uma das maiores do estado goiano. O caso ficou conhecido em Goiás e ganhou repercussão grande.

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O médico afirma que as emissoras, incluindo aí a Record, começaram a lhe ofender e culpá-lo pela morte da pessoa que foi fazer a cirurgia plástica. Na decisão, o magistrado afirmou que não foi preciso provar nenhum tpo de má-fé dos apresentadores, bastando-se analisar os termos usados.

“’açougueiro’, ‘assassino’, ‘displicente’, ‘síndrome de Caron’, sem nenhum respeito a honra do autor, portanto, deve ser indenizado pelos danos morais sofridos”, afirmou o magistrado, que ainda condenou o jornalismo praticado nas matérias exibidas sobre o caso.

O advogado do acusador, Carlos Márcio Macedo, celebrou nos autos a condenação e explicou a sentença do magistrado. “Contudo, o fato foi noticiado pelas rés com críticas ao trabalho do profissional, imputando a ele a prática de crimes”, afirmou o advogado na defesa de sua tese.

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“Assim, ele passou a ser apontado pela comunidade como responsável pela ‘morte da miss’, passou a andar escoltado, deixar de comparecer a eventos sociais e seus familiares passaram a ser adjetivados como ‘parentes do médico que matou a miss’”, concluiu ele. A Record pode recorrer da decisão em esferas maiores da Justiça, como o STF e o STJ.

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