Sem graça

Ralf de O Rei do Gado, Oscar Magrini relembra como reagiu a pedido absurdo de fã: “Tapa na cara”

Ator falou sobre a repercussão de seu personagem

Publicado em 02/03/2023

No ar atualmente como o vilão Ralf na novela O Rei do Gado (1996), Oscar Magrini fez uma revelação surpreendente sobre a época em que atuou na trama de de Benedito Ruy Barbosa. Em entrevista à revista Quem, o ator relembrou como era assediado pelo público e relatou ter ficado sem graça com o pedido de uma fã, que queria um tapa no rosto.

Fui gravar um comercial de um plano de saúde e fiquei em uma sala esperando, e toda hora chegava alguém pedindo para tirar foto ou dar um autógrafo. De repente, chegaram duas mulheres ao meu lado e uma falou bem assim para mim: ‘Querido, não quero foto nem autógrafo. Quero que você me dê um tapa na cara”, relembrou o ator.

Que completou: “A amiga dela ficou morta de vergonha e ela justificou: ‘Eu vi a cena em que você bateu na Léia e queria sentir o peso da sua mão’. Eu peguei minha mão e colocou devagarinho no rosto dela e ela pegou minha mão e se esbofeteou. Eu fiquei tão sem graça”.

Durante o papo, Oscar recordou que seu personagem estava previsto para morrer na trama. “Quando eu ia entrar, me chamaram para fazer 30 capítulos e depois o personagem iria morrer. O tempo foi passando, o Ralf foi fazendo um tremendo sucesso e quando fui ver o Ralf já estava com 135 capítulos”, disse.

E ainda fizemos uma grande jogada da novela que foi fazer o Brasil tentar descobrir quem matou o Ralf. O Ralf foi o grande trampolim para o meu reconhecimento profissional nacionalmente e internacionalmente”, reconheceu Magrini.

O ator Oscar Magrini (Divulgação)
O ator Oscar Magrini (Divulgação)

Violência doméstica

O ator também falou sobre o desafio de gravar as cenas de violência doméstica contra Léia (Sílvia Pfeifer). “Teve uma cena muito forte, que quando eu li, falei que era muito pesada, mesmo para uma novela das 21h. Era uma cena muito forte que a gente fez uma coreografia porque eu dava uma tapa muito forte na Sílvia, a obrigando a assinar um documento para eu vender uma fazenda do Berdinazzi (Raul Cortez). A cena já começa eu empurrando ela pela porta. A preparação foi tão incrível que apareceu até no Fantástico e no Vídeo Show na época”, lembrou.

Magrini disse também que não acredita que seu personagem faria sucesso em uma novela atual. “O Ralf era um cara que agredia a mulher, tinha várias amantes, era um cafetão. E era uma loucura isso, porque era um papel que mulheres, homens e crianças gostavam. Onde eu passava, me pediam foto e autógrafo. Isso há 26 anos. Até hoje me chamam de O Rei do Gado na rua e eu brinco que sou sócio dele. Nem eu acredito a repercussão toda que ele tem até hoje”, opinou.