Quem matou Juca Pirama e Marlene em O Salvador da Pátria?

Radialista mau-caráter interpretado por Luís Gustavo é morto no capítulo 15 da novela de Lauro César Muniz

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Em O Salvador da Pátria, novela de Lauro César Muniz que o Viva lançou em reprise no último dia 12 de abril, existe um mistério desvendado apenas no último capítulo – com previsão de ir ao ar em novembro desta vez. Aliás, mais de um.

Apenas no desfecho o autor e o colaborador Alcides Nogueira revelam quem é o chefe da organização de tráfico internacional de tóxicos que age tendo a cidade de Tangará como ‘entreposto’, digamos assim, bem como só no desfecho o público descobre quem é o autor de dois assassinatos.

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No capítulo 15, originalmente exibido em 24 de janeiro de 1989, a bela Marlene (Tássia Camargo), amante que o deputado Severo Toledo Blanco (Francisco Cuoco) casou com o boia-fria Sassá Mutema (Lima Duarte) para não atrapalhar sua campanha, e o radialista Juca Pirama (Luís Gustavo), em ascensão na região e que ameaçou denunciar a farsa, foram mortos a tiros por uma pessoa que o público não consegue identificar.

Devido à armação de uma cena que favorece a hipótese de crime passional – ou ‘legítima defesa da honra’ -, com Juca sem roupas no chão da sala e Marlene na cama, a polícia desconfia de que Sassá, o marido ultrajado, é o assassino dos dois. O catador de laranjas é preso, ainda que de forma algo arbitrária.

No decorrer da história, Sassá chega a ser julgado uma vez, condenado a oito anos, mas num novo julgamento o Dr. Cássio Marins (Thales Pan Chacon), contratado por Severo para ajudar o ‘protegido’, consegue livrá-lo do cumprimento da sentença – mais ainda: Sassá é absolvido.

No final da novela, as considerações de Zenóbio (Ivan Cândido) sobre a morte do comparsa se confirmam verdadeiras: quem matou Juca Pirama foi Jaime (Valter Santos), Subdelegado de Tangará, que trabalha com o Delegado Plínio (Antônio Grassi).

Jaime integra a organização de tráfico de drogas rival, e a serviço dos interesses dela foi que fez com que o radialista fosse à casa de Sassá, atraído por um bilhete supostamente escrito por Marlene para que ele fosse encontrar-se com Severo e tratar do apoio do deputado a sua candidatura a prefeito.

Também foi Jaime quem alterou a cena do crime para que todos pensassem que os assassinados foram flagrados na cama. Tudo para jogar a culpa em cima de Sassá, que nada sabia das intenções de um e outro grupo de bandidos, tampouco teria coragem de matar Marlene, por quem já se afeiçoava para além da amizade.

O Salvador da Pátria foi um dos maiores sucessos da história da teledramaturgia da TV Globo. Dirigida por Paulo Ubiratan, Gonzaga Blota, José Carlos Pieri e Denise Saraceni, em 32 anos apenas uma reprise havia sido exibida – em 1998, na sessão Vale a Pena Ver de Novo.

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