Quando me Apaixono já teve versão brasileira protagonizada por Fernanda Montenegro

Ambas novelas tomam como base o argumento de Caridad Bravo Adams

Publicado há 3 meses
Por Felipe Brandão
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Quem assiste à novela Quando me Apaixono, recém-estreada pelo SBT, certamente se impressiona com o ótimo desempenho de Silvia Navarro na pele da sofrida Renata, mocinha da história.

Os fãs mais eufóricos poderiam até arriscar-se a dizer que, numa possível versão brasileira do folhetim da Televisa, seria preciso uma ‘substituta’ do calibre de uma Fernanda Montenegro para estar à altura da estrela mexicana.

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Exagero? Talvez. Mas foi exatamente isso que aconteceu em 1966, quando a extinta TV Tupi resolveu produzir a novela Calúnia, adaptação de Talma de Oliveira para o original mexicano de Caridad Bravo Adams, La Mentira – o mesmo que gerou Quando me Apaixono e outras tantas versões, conhecidas e desconhecidas do público brasileiro.

Ainda tão longe de se tornar a primeira e até hoje única atriz brasileira indicada ao Oscar por uma produção nacional (Central do Brasil, 1998), Fernanda Montenegro foi incumbida de interpretar Amália, jovem seduzida pelo galã Guilherme Correia (Sérgio Cardoso) como parte de um plano para vingar-se pela morte do irmão dele.

O parente de Guilherme havia se suicidado após cair nas garras de uma golpista misteriosa, cuja única pista de sua identidade era a inicial ‘A’. Tratava-se, na verdade, da vilã Angélica (Geórgia Gomide), que aproveitava-se dessa coincidência para jogar a culpa do ocorrido sobre Amália, sua própria prima.

Mesmo acreditando que Amália fosse a responsável pela tragédia, Guilherme acabava se apaixonando por ela e, até o mal-entendido ser desfeito, muitos conflitos rolam entre os dois. Algo bem parecido ao que sucederá entre Renata e Jerônimo (Juan Soler) no decorrer de Quando me Apaixono.

Vale acrescentar que, há não muito tempo, a mesma história ganhou uma segunda versão tupiniquim: Corações Feridos. Gravada em 2010 pelo SBT, mas levada ao ar somente dois anos depois, a trama contou com o hoje global Flávio Tolezani na pele do galã dividido entre o amor e a vingança.

Já o embate entre a mocinha e a vilã de iniciais coincidentes – ponto comum a quase todas as versões desta história – ficou por contas respectivas das atrizes Patrícia Barros – no que seria seu único papel de destaque na TV até hoje – e Cynthia Falabella, irmã da prestigiadíssima Débora Falabella.

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