Público na web se emociona com triste história de vida de Popó no Esporte Espetacular

Publicado há um ano
Por João Paulo Reis
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O Esporte Espetacular deste domingo (11) teve matérias sobre o Dia dos Pais, mas a que chamou atenção e emocionou o público foi uma sobre a história de vida, do lutador Acelino Freitas, o Popó. Nascido e criado num bairro humilde, ele lidou com a extrema pobreza desde sempre, e ainda com a violência dentro de casa, provocada pelo próprio pai que agredia sua mãe quando estava bêbado.

“A referência
maior que tive foi sempre minha mãe, guerreira, que segurava a onda. Sabia que
era a bebida que mudava o temperamento dele. Meu pai era um doce, mas quando
bebia se transformava. Quem viu Popó no rinque, ou fazendo matérias rindo ou
brincando não tem ideia do sofrimento que era, de a gente não ter nada para
comer em casa, meu pai bebia muito, machucava muito minha mãe, e a gente
presenciava tudo aquilo em casa”
, disse ele.

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Segundo sua mãe, o pai de Popó além de beber, acabou tendo
outra família. O irmão mais velho do atleta sabendo que ele queria ser um
lutador colocou um saco com serragem dentro para que Popó pudesse treinar: “Ficava um pouco da pele da mão ali
porque era um saco de lona”,
disse Popó. Depois eles passaram a fazer
luvas improvisadas com espumas de colchão.

O Ex-técnico de Popó, via que ele ficava observando os lutadores na academia do bairro, e o chamou para treinar, e contou que o atleta passava muita fome, às alternando entre as refeições. Ou almoçava, ou jantava. “Hoje os atletas treinam com proteína, shake… Ele não tinha nada, era feijão e arroz”.

Atualmente

“Eu tenho pavor
de geladeira vazia dentro de casa, porque em 1995 quando eu fui para os Jogos Pan-americanos
eu dei uma geladeira para a minha mãe, e a geladeira só tinha água. Não tinha
nem o que comer direito, só água. E hoje odeio geladeira vazia, é coisa que
trago do passado e que não gosto de ter no presente”
, disse Popó, que
revelou ainda que o boxe o ajudou a lidar com seus medos e inseguranças.

Ele ganhou suas 29 primeiras lutas por nocaute. A chance de mudar de casa e dar mais dignidade à sua família, surgiu em 1999 para disputar o título mundial na França. Ele contou que acreditando que poderia vencer, negociou uma casa fiado para sua mãe, contando que conseguiria pagar pelo menos a metade do imóvel após ganhar o torneio. Nas redes sociais, o público relatou estar emocionado com a história de vida do astro brasileiro do boxe. Confira alguns comentários abaixo:  

https://twitter.com/gfariasv1/status/1160570918609084418
https://twitter.com/lucena_poly/status/1160569363507945472
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