Público enxerga racismo em escalação de elenco e piada com assédio em Salve-Se Quem Puder

Publicado há 7 meses
Por Gabriel Vaquer
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Estreada no fim de janeiro no horário das 19 horas, a novela Salve-Se Quem Puder, da Globo, está no centro de algumas acusações do público nas redes sociais. Parte do público está enxergando um racismo estrutural na escalação do elenco da trama de Daniel Ortiz. Além disso, uma cena exibida nesta segunda-feira (17), que fez piada com assédio em ônibus, também foi mal vista.

A discussão sobre racismo estrutural na novela começou através de um tweet da colunista da revista Marie Claire e arquiteta Stephanie Ribeiro. Negra, Stephanie percebeu que todas as antagonistas que brigam pelo amor dos galãs com as mocinhas do folhetim são negras, enquanto todas as mocinhas da trama são brancas.

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No caso, estes papéis são feitos por Juliana Alves, Aline Dias e Dandara Mariana. Em dado momento do folhetim, suas personagens vão lutar pelo amor dos papéis feitos por Bruno Ferrari, João Baldasserini e Felipe Simas. Stephanie disse que parou de acompanhar a novela por se incomodar com o fato e iniciou uma discussão nas redes sociais.

“Que novela problemática! As 3 protagonistas são brancas, o que já é passível de crítica. Mas como tudo pode piorar, colocaram 3 negras como as antagonistas que disputam o afeto dos 3 pares românticos das mocinhas. Gente, qual o problema desse autor? #SalveSeQuemPuder”, afirmou a arquiteta.

Post iniciou discussão de racismo estrutural em Salve-Se Quem Puder (Reprodução/Twitter)

Vale ressaltar que não é a primeira novela criticada por racismo estrutural na Globo. Segundo Sol, de 2018, foi criticada por se passar na Bahia e ter poucos atores negros. Na ocasião, a Globo reconheceu que errou e que estava buscando uma maior diversidade em seu banco de atores.

Cena de Salve-Se Quem Puder fez piada com assédio em ônibus

Nesta segunda-feira (17), uma cena do folhetim das 19 horas da Globo também incomodou. Na cena, um homem começa a assediar Alexia (Deborah Secco) com piadas de duplo sentido envolvendo um picolé dentro de um ônibus. Incomodada, ela provoca uma confusão e uma briga dentro do ônibus.

Alexia Máximo (Deborah Secco) em Salve-Se Quem Puder, da Globo, durante cena que fez piada com assédio sexual em ônibus (Reprodução/Globo)

Tal cena foi criticada e considerada de mal gosto por parte do público no Twitter e nas redes sociais em geral. Em nenhum momento, se fala de assédio ou se pensa em fazer uma prestação de serviço. Nos últimos anos, os casos de assédio em ônibus estão aumentando e várias prefeituras de cidades do Brasil fazem campanha e alertam sobre o assunto.

Mesmo com esses assuntos controversos e críticas pesadas contra o seu texto, Salve-Se Quem Puder parece agradar o público. A novela tem média até aqui de 28 pontos de audiência na Grande São Paulo e está mantendo o Ibope de sua antecessora no horário, a elogiada Bom Sucesso.

Segundo apurou o Observatório da TV, a discussão sobre racismo estrutural chegou na produção de Salve-Se Quem Puder. Mas todos entenderam que aquilo não era da alçada da novela e sim do comando da teledramaturgia da Globo. Os produtores só cumprem ordens da emissora carioca.

Procurada oficialmente pela reportagem, a emissora carioca não comentou o assunto.

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