Próxima novela das 19h guarda semelhanças com novela mexicana protagonizada por Maite Perroni

Publicado há 7 meses
Por Felipe Brandão
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Próxima novela das sete da Globo, A Morte Pode Esperar ainda nem estreou e já está chamando a atenção pela história que vai apresentar – e não necessariamente de forma positiva. Isso porque a obra, que marcará a estreia de Mauro Wilson como autor titular de novelas na ‘vênus platinada’, guarda profundas semelhanças com outro folhetim produzido em 2012 pela Televisa: Cachito do Céu.

De acordo com informações da jornalista Patrícia Kogut, a saga criada por Wilson terá por ponto de partida um acidente aéreo envolvendo seus quatro protagonistas: um ex-jogador de futebol, uma empresária da área dos cosméticos, uma golpista e um cirurgião cardíaco – este último, já delegado ao ator Mateus Solano.

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Ao ‘desembarcar’ no Céu, o quarteto será informado por Deus de que morreu por engano e voltarão todos à vida. Um deles, porém, morrerá de fato dentro de seis meses – e o mistério em torno de qual dos quatro se trata deve nortear boa parte da ação a partir daí.

A trama de Cachito do Céu, da mesma forma, também nascia a partir da morte de um astro do futebol – no caso, Cachito (Mané de la Parra), o personagem-título. Fulminado por um raio em pleno campo (!!!), o protagonista chegava ao além somente para descobrir que havia morrido por culpa do engano de dois anjos atrapalhados – assim como deve acontecer com seu precursor brasileiro na substituta de Salve-se Quem Puder.

À distinção, porém, do personagem de Mauro Wilson, o ‘herói’ mexicano voltava à vida não em seu corpo original – àquela altura, já literalmente morto e enterrado -, mas sim no do padre Salvador (Pedro Fernández). A partir daí, a história se transformava numa típica comédia romântica, com Cachito/Salvador fazendo de tudo para recuperar sua antiga vida e reconquistar a namorada, a jornalista esportiva Renata (Maite Perroni).

O time do bairro

Outra semelhança interessante que se enuncia entre A Morte Pode Esperar e Cachito do Céu é a proposta de ambientação. Grande parte da saga global vindoura será ambientada no bairro carioca da Tijuca, onde o protagonista atleta tem suas raízes. Existe, inclusive, a intenção dentro da Globo de reproduzir parte desse famoso espaço real na cidade cenográfica da trama.

Algo parecido acontecia na história mexicana, a partir de quando Salvador/Cachito se tornava o responsável pela paróquia do bairro onde ele próprio cresceu. Passava então a ser esse local (fictício) o cenário principal para o desenvolvimento não só da trama central, como também dos personagens e enredos paralelos.

Produção problemática

Cachito do Céu foi, a seu tempo, uma produção de Roberto Gómez Fernández – filho do saudoso Roberto Bolaños, o Chaves -, com base na sinopse original do autor argentino Mario Schajris. Mesmo inédita no Brasil, a trama foi dublada por aqui em 2016, a pedido do grupo africano Zap Novelas, que a exibiu para Angola e Moçambique.

Ao longo de seus 110 capítulos, não foi exatamente um sucesso. Vendo a audiência da trama em queda, a Televisa encomendou profundas modificações em seu formato original. Vários capítulos tiveram de ser reescritos, a fim de adaptar a história para um tom menos cômico e mais melodramático.

Embora tenha surtido efeito nos números do Ibope, fatores como esse fizeram de Cachito do Céu uma novela com os bastidores extremamente conturbados. A própria protagonista, Maite Perroni, declarou anos depois que foi essa a novela que menos gostou de fazer.

Houve um projeto especial, onde não entendíamos se estávamos fazendo drama ou comédia, e acabou virando uma coisa muito estranha chamada Cachito de Cielo. Era uma coisa esquisitíssima“, confessou a atriz, em depoimento ao canal da apresentadora Lourdes Stephen no YouTube.

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