Protagonista, Rafael Sardão define temáticas de Amor Sem Igual como necessárias: “Traz mudanças de paradigmas”

Publicado há um ano
Por Cadu Safner
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Na terça-feira (10) a Record TV estreará sua mais nova produção das 20h30; trata-se de Amor Sem Igual, novela de Christian Fridmann que terá Rafael Sardão no papel principal, dividindo cena com Day Mesquita, a Poderosa (apelido dado à personagem, uma prostituta). Na tarde desta quinta (05), a emissora promoveu a coletiva de imprensa da novela e reuniu todo o elenco, autora e diretor -Rudi Lagemann. Entrevistado pela equipe do Observatório da Televisão, Rafael Sardão falou das expectativas com o seu primeiro papel como protagonista na emissora e também da importância e ousadia do texto da novela, que abordará do preconceito a outras temáticas como transtorno bipolar e doação de órgãos. Confira:

Como é estar na posição de protagonista?

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Eu tenho muita alegria e felicidade de estar nesta função dessa vez e poder estar fazendo mais um trabalho na Record TV que é um lugar que eu me identifico muito, estou há dez anos aqui trabalhando. É uma alegria de estar fazendo um protagonista em um projeto tão promissor quanto este. Dá um frio na barriga, mas é um frio que a gente gosta, quero sentir mais disso.

Vai bater de frente com o Jornal Nacional, quais as expectativas sendo o produto principal da casa? Você acha que vai seguir o sucesso de Topíssima?

Eu tenho muita fé que sim, a troca de horário foi muito bem sucedida e demonstrou que foi uma mudança acertada. Tem público para todos os tipos de coisas. O trabalho que estamos fazendo é tão minucioso e bem acabado; cenário, figurino e arte, todos os departamentos estão se empenhando muito. Tenho certeza que vamos ter nosso público com a gente e até ganhar mais público com decorrer da novela.

Com tantos nomes sendo cogitado para protagonizar, você se sente valorizado com a escolha do seu trabalho para o protagonista?

Eu fiquei, claro, muito contente com este reconhecimento. A Record TV me abraçou desde o início, foi me dando espaço e fui crescendo aqui dentro e tendo a oportunidade de fazer grandes personagens. E agora veio o protagonista que é uma responsabilidade, mas é, acima de tudo, uma meta que eu tinha e que eu consigo alcançar agora. Fico muito feliz e grato à casa, fico sedento para fazer um ótimo trabalho.

O que te assusta diante deste desafio?

Eu procuro fugir dos medos porque acredito que o medo paralisa a gente. Tem o medo que te segura na vida e te evita fazer besteira, mas neste caso o medo não é bem vindo não. Eu procuro trabalhar mais com as expectativas positivas de fazer um bom trabalho.

Como você define o Miguel?

Miguel é um cara super do bem, honesto, trabalhador que ama o que faz. É um exemplo de um trabalhador brasileiro, que está onde quer e fazendo o que gosta, feliz com isso e vivendo a sua vida. É um ser humano como nós.

Muita gente tem comparado você ao Richard Gear e a novela ao filme Uma Linda Mulher?

São referências, obviamente que nós vamos beber nessas fontes, existem semelhanças e tudo mas acho que a gente vai além. A estrutura de um filme para uma teledramaturgia são diferentes, temos 150 capítulos para desenvolver essa história, mas sim, tem as referências e tem os pontos que a gente vai identificando, não só de filmes mas da vida mesmo, então a partir dai a história toma rumos que nem mesmo nós sabemos.

Ele vai ter vergonha de assumir o amor por uma prostituta?

Eu acho que o grande barato do Miguel e dessa novela é a abordagem do preconceito. Falamos de empatia e o Miguel é o exemplo de um cara que tem um olhar diferenciado pelo outro. Ele consegue enxergar no outro com um olhar que nem mesmo ela tem. A Poderosa é uma pessoa que teve uma vida difícil e tem dezenas de motivos para estar onde está. E o Miguel vem para falar não da vergonha de estar com ela mas do orgulho de ser o cara que vai ajudar aquela pessoa quando ela precisa. É uma mudança de paradigmas que ele traz. É um olhar sobre o outro com empatia e amor, que não julga e que entende.

Eu fiz uma pesquisa muito intensa de texto. O texto da Cristianne Fridman é sensacional, tem uma dinâmica maravilhosa foi um trabalho muito forte em cima do texto.

Esse julgamento é muito forte me cima da mulher até hoje?

Sem dúvida, a mulher é massacrada em todos os ramos. Dese a roupa que veste, ao peso que tem, ao cabelo que usa, a profissão que escolheu. Quando a gente fala de julgamento a gente pode a ampliar para todos os campos, mas o julgamento da mulher sobretudo é um julgamento que é feroz o tempo todo e que precisa ser falado. Estamos no momento de falar de tolerância e falar de entender e compreender o outro.

O amor faz essas mudanças na vida das pessoas?

Eu quero acreditar que sim, eu acho que o amor é a maior potência e força que deus nos deus, Amor o outro é o maior ensinamento de Jesus.

***Entrevista realizada pelo jornalista André Romano

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