Profissão Repórter registra o sofrimento dos nordestinos na pior seca dos últimos cem anos

Publicado há 4 anos
Por Endrigo Annyston
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2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017. Seis anos é o período de estiagem que os estados do nordeste brasileiro vem enfrentando, uma realidade que assola 23 milhões de pessoas que vivem no semiárido nordestino. Por conta da seca, os animais do sitiante Manoel Ferreira estão magros, quase morrendo. Ainda assim, tenta vender dois bois em Tabira, interior de Pernambuco, na segunda maior feira de animais do estado. “Eu não tenho o que dar de comer aos bichos. Tem gente que deixa, mas eu não deixo morrer, não”, relata Manoel à repórter Eliane Scardovelli, no ‘Profissão Repórter’ desta quarta-feira, dia 3.

Na zona rural de Petrolina, a repórter Danielle Zampollo acompanhou a jornada de sete horas de Jusci Cleide em busca de água. Na casa dela não tem água encanada, não tem cisterna e o caminhão pipa não chega. Para ter água doce, ela percorre oito quilômetros numa estrada de areia debaixo de um sol de 40ºC. A esperança para a população da Paraíba é a chegada das águas que viajam mais de 200 km pelos canais da transposição do rio São Francisco.

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Estevan Muniz conta que a busca por água também atinge a família do sanfoneiro Nô da Lagoa, que anda por mais de duas horas ao lado da mulher para encher alguns baldes, apesar de pagar R$ 40 de conta de água por mês. O repórter também acompanha a inauguração do trecho leste das obras da transposição do rio São Francisco. A população fez muita festa quando as águas do Velho Chico cobriram o leito do rio Paraíba, até então completamente seco.

O ‘Profissão Repórter’ vai ao ar às quartas-feiras, depois do futebol.

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