Primeira novela de Manoel Carlos, Maria Maria estreava há 40 anos

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No dia 30 de janeiro de 1978, estreava às 18 horas na Globo a novela Maria Maria. Trata-se da primeira novela assinada por Manoel Carlos na emissora, numa história baseada no romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha. Nívea Maria, vivendo um papel duplo, protagonizou a obra.

No sertão brasileiro, o paupérrimo Raimundo Alves (Wilson Grey) encontra o tropeiro Ricardo Valeriano Brandão (Claudio Cavalcanti) e lhe oferece sua filha mais velha, Maria (Nívea Maria), em troca de alguns mantimentos. Ricardo aceita, mas liberta Maria da obrigação de ir embora com ele. Maria, então, fica com a família, mas não esquece o homem que lhe fez bem e tirou a fome de seus irmãos. Ricardo também parte pensando na jovem.

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Semanas depois, Ricardo chega ao povoado de Xique-Xique, na Chapada Diamantina, e encontra uma moça exatamente igual à Maria Alves. Ele se aproxima, crente de que se trata da mesma pessoa, mas acaba sendo tratado com descaso por ela. Desprezado, Ricardo a humilha na frente de todos, e os amigos da jovem a defendem, atacando o homem. Ele foge, mas acaba matando um dos homens que o perseguia na fuga. Temendo ser pego, ele vai parar na região do garimpo.

É quando chega ao povoado Dona Rosária (Ana Ariel), acompanhada de uma jovem acolhida por ela: nada menos que Maria Alves que, depois da morte do pai, seguiu com a senhora com o intuito de reencontrar o tropeiro que lhe fez bem. Ali, ela passa a ser confundida com Maria Dusá (Nívea Maria), jovem de grande influência na região. Ao saber que tem uma sósia, Dusá procura Maria e fica sabendo de sua triste história. Ela, então, entende o que aconteceu no incidente com Ricardo e passa a procurá-lo para que Mariazinha volte a vê-lo.

Dusá reencontra Ricardo, mas ele está diferente. Enriquecido por conta do garimpo, ele se tornou um homem amargo. A jovem fica tocada e se apaixona por ele, se esquecendo do compromisso assumido com Maria Alves.

Manoel Carlos, que já havia escrito teleteatros e humorísticos, além de ter dirigido o Fantástico e outros programas, estreava como novelista na Globo com esta adaptação da obra de Lindolfo Rocha. Na época, as novelas das seis eram, em sua maioria, adaptações literárias. Foi uma trama marcante, no qual Nívea Maria se destacava vivendo duas personagens bastante distintas: enquanto Mariazinha tinha gestos simples, Maria Dusá era uma aristocrata imponente. A atriz considera este um de seus melhores trabalhos na TV.

Segundo o site Memória Globo, a pesquisadora Ana Maria Magalhães fez, para a novela, um levantamento detalhado de costumes, vida social, vestimentas e religiosidade na região do garimpo nordestino no século 19. Para gravar as cenas externas do garimpo, a produção transformou uma área de mais de 100 mil metros quadrados em Maricá (RJ) em uma falsa região de caatinga, árida e poeirenta. As cenas de Xique-Xique foram gravadas na cidade cenográfica de Guaratiba.

Com 119 capítulos, Maria Maria teve direção geral de Herval Rossano.

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Veja cenas de Maria Maria:

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