Participantes de Mestre do Sabor revelam utensílios favoritos na cozinha

Chefs apontam que instrumentos remetem à memória afetiva

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Na última quinta-feira (6), a terceira temporada de Mestre do Sabor estreou mostrando a prova Prato de Entrada. Nela, 18 chefs profissionais foram selecionados para participar dos times liderados pelos mestres Kátia Barbosa, Leo Paixão e Rafa Costa e Silva.

Nesta quinta-feira (13), o jogo começa pra valer com a primeira eliminação da temporada. Comandado por Claude Troisgros, com Batista e Monique Alfradique, o programa inicia a fase Na Pressão.

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Empenhados em seguir na disputa e conquistar o título de Mestre do Sabor, além do prêmio de R$ 250 mil, os chefs apostam em técnica, criatividade e muito amor pela cozinha. Eles elegeram seus utensílios do coração e relatam sobre as memórias e sabores que marcaram suas trajetórias na gastronomia. Confira abaixo:

Time Leo Paixão

Bruna Martins – Mineira de Belo Horizonte, 32 anos.

Bruna Martins, participante de Mestre do Sabor (Fabio Rocha/TV Globo)

“A panela de ferro é superafetiva pra mim porque nela que eu aprendi a técnica mais mineira afetiva do mundo: pinga e frita”.

Cadu Moura – Pernambucano, mora na Bahia e tem 28 anos.

“A Colher de Sopa é uma melhor amiga. Para cozinhar e entregar nosso máximo, ter uma relação com a comida, para mostrar todo o nosso amor, é preciso estar sempre provando. A Colher é minha aliada, aliada de qualquer cozinheiro. Sem provar a gente não consegue fazer os ajustes necessários para expressar o nosso amor, o nosso saber”.

Pedro Barbosa – Mineiro de Paracatu, mora em São Paulo e tem 26 anos.

“Sem dúvidas, o utensílio simbólico da gastronomia pra mim é a pinça de finalização. Lembro-me de ficar encantado quando a descobri. Entrou na minha trajetória ainda no início de carreira. Ganhei uma que logo virou meu xodó. Usava para dar um toque final de delicadeza aos pratos que me conectam a arte, tipo um artista com seu pincel”.

Rafa Ramos – Carioca de 39 anos.

“Eu amo facas. Lembro que, na infância, meu avô José Ramos andava com uma faca ‘pexeira’ na cinta. Eu pedia para usar e ele dizia: – Só quando crescer. Eu ficava louco para crescer e poder usar um também. Cresci e hoje tenho várias facas”.

Carol Francelino – Paulistana de 25 anos.

“Acho que a chaleira é um utensílio que representa a memória da minha infância e que me faz lembrar da minha avó paterna. Ela sempre gostou de tomar chá todas as tardes. E, como cresci de maneira próxima, tenho boas lembranças de vê-la na cozinha”.

Aline Guedes – Paulistana de 36 anos.

Aline Guedes, participante de Mestre do Sabor (Fábio Rocha/TV Globo)

“O pilão é dos mais simbólicos utensílios para mim, pois me recordo de ver minha mãe usando quando cozinhava para nós em casa desde quando eu era pequena. Até hoje, ela gosta de colocar no pilão o alho com sal, e os temperos que só ela sabe, e fazer as misturas que deixam a comida dela com gosto que só ela consegue dar. Depois, guardava o pilão ao lado de São Benedito, protetor dos cozinheiros, que ela tem na cozinha de casa.

Minha mãe sempre me disse que se eu trabalhasse com comida jamais ficaria desamparada. Porque a comida, além de ser uma forma de transmitir amor, é algo que as pessoas jamais deixam de buscar. Minha mãe tinha razão!”.

Time Kátia Barbosa

Vitória Gasques – Paulistana de 23 anos.

“A faca é o utensílio que mais marca a minha trajetória na cozinha até aqui. Lembro perfeitamente de como foi a primeira vez que segurei uma faca dentro de um ambiente profissional e o respeito que passei a ter por tudo que envolvia ela naquele ambiente ainda tão desconhecido. Quando nós, cozinheiros, estamos aprendendo a manusear a faca, temos muito medo, porque a maneira como você a manipula diz muito sobre seu lado profissional.

Ela vai ser o pilar para você garantir bons cortes, precisão, frescor, rapidez. Saber como cuidar da faca, do fio e da limpeza, é um divisor de águas para saber quem é cozinheiro ou não. Então, posso dizer que o momento que senti meu crescimento dentro da cozinha acontecer esteve muito relacionado ao momento em que eu entendi a importância de manter minha melhor ferramenta sempre em bom estado pra obter um resultado sempre excelente”.

Bia Pimentel – Paraense, Bia Pimentel mora em Goiânia e tem 37 anos.

“Sem dúvidas, o fouet é o utensílio que mais me traz lembranças especiais. Tanto minha mãe quanto minhas irmãs batiam o bolo na mão com eles (acho que nem existia batedeira risos)! Eu me recordo delas batendo bolo de laranja e limão e eu no pé da mesa, esperando para lamber com o dedo a massa crua que sobrava na bacia suja e praticamente comer o batedor também, sujo de massa!”.

Léo Modesto – Paraense de 34 anos.

“O batedor de ovos em formato espiral é o meu utensílio do coração. Já cozinhava bem antes de ter meu primeiro batedor de ovos. Acho que foi na minha adolescência, ainda na comunidade onde morava com minha mãe e irmãos. Na verdade, eu mesmo fiz um, reciclando de uma garrafa térmica antiga que encontrei no quintal da vizinha. Então, acredito que esse utensílio represente bem o meu lado gastronômico em um momento em que ainda não vislumbrava trabalhar ou ganhar a vida cozinhando.

Naquela época, eu cozinhava em casa enquanto mamãe trabalhava na roça ou, por vezes, pescava. Acho que vi esse item pela primeira vez quando fui à Belém, na casa de uma tia, onde a vi batendo ovos pra fazer omelete, achando tão mágico o fato de dar volume às claras. Um tempo depois, encontrei uma garrafa com uma mola que lembrava o formato do batedor e resolvi confeccionar o meu batedor com um cabo de madeira, usando prego e martelo. Quando mudei pra Belém e comecei a comprar alguns utensílios, um deles foi o batedor de ovos, que guardo até hoje”.

Pedro Franco – Paulistano, tem 37 anos.

“Para mim, a faca é o utensílio que mais me representa na cozinha. Tenho no meu braço, em tamanho real, a minha primeira faca tatuada. Essa tatuagem já tem mais de 15 anos”.

Matheus Almeida – Baiano de Salvador, tem 31 anos.

“A batedeira planetária é o equipamento de cozinha que eu mais tenho afeto. Foi o primeiro presente que ganhei da minha mãe depois de ingressar na faculdade de gastronomia. Essa foi a forma mais linda e genuína que ela encontrou para, mais uma vez, demostrar o quanto ela acredita no meu potencial e na carreira que eu escolhi para seguir”.

Ana Gabi – Mineira de 33 anos.

“A carretilha em zig zag para cortar massas é o primeiro utensílio ao qual me recordo, desde muito nova. Eu me lembro de brincar muito com ele quando criança. Minha bisavó tinha um antigo, de cobre, que ela usava para fechar pastéis, e eu girava ele com os dedos testando o mais rápido que era possível fazer. Quando ela terminava de fechar os pastéis, eu brincava de cortar com as sobras da massa. Nunca mais eu tinha pensado nisso ao longo da vida, até que voltei a manipular a carretilha quando, já cozinheira, aprendi a fazer massas artesanais. Essa é das minhas melhores lembranças”.

Time Rafa Costa e Silva

Ana Carolina Garcia – Carioca de 37 anos.

Ana Carolina Garcia, participante de Mestre do Sabor (Fábio Rocha/TV Globo)

“A faca é o instrumento básico do cozinheiro. Em qualquer cultura, em qualquer lugar do mundo, o cozinheiro precisa da faca. Então, eu escolhi a faca porque, apesar de ser brasileira, sou uma apaixonada pela culinária tailandesa e adoro quando encontro similaridades entre as duas culinárias. Para trabalhar em um restaurante tailandês é preciso saber cuidar muito bem das facas, já que os cortes são muitos e sempre delicados. Não tem um dia na minha vida que eu não pegue numa faca. Eu me lembro a primeira vez em que comprei uma faca profissional, de chef. E cuido dela com muito carinho até hoje”.

Leninha Camargo – Mineira de Bom Despacho, mora em Brasília e tem 51 anos.

“Adoro as Panelas e frigideiras de ferro desde a época em que eu cozinhava com minha mãe no fogão a lenha”.

Rodrigo Guimarães – Carioca de 36 anos.

Rodrigo Guimarães, participante de Mestre do Sabor (Fábio Rocha/TV Globo)

“O utensílio culinário que para mim significa um grande avanço intelectual e profissional é o meu inseparável termômetro. Ele foi um divisor de águas entre fazer comida gostosa e saber controlar tempo e cozimento; entender de fato uma cocção. É inevitável não ter uma memória afetiva. Lembro claramente de quando ainda era pequeno. A minha mãe jogava um palito de fósforo no óleo para ver se estava na temperatura certa para fazer suas incríveis rabanadas. Passaram-se mais de 20 anos e ela continua com seus palitinhos de fósforos”.

Ju Lima – Mineira de Belo Horizonte, Ju Lima tem 26 anos.

“Churrasco lá em casa sempre teve a ver com reunião de família e amigos. Ou seja, reunião das pessoas que amamos. Talvez também por esse motivo eu tenha me apaixonado por este mundo. Hoje eu escolho a Faca como um utensílio de afeto, que sempre me acompanhou nos melhores churrascos, garantindo o corte perfeito pouco antes da degustação.”

Danilo Takigawa – Natural de Presidente Prudente, Danilo tem 30 anos e mora em Curitiba.

“Eu lembro que, quando entrei no meu primeiro emprego na cozinha, a comida tinha que ter espessuras e tamanhos bem precisos. Os chefes eram extremamente exigentes e eu não tinha experiência, muito menos prática. Uma das primeiras tarefas que me deram foi passar batatas de comprido no mandolim. Elas tinham que sair muito finas, fatias transparentes e todas do mesmo tamanho. Eu tive muita sorte por ter pessoas que me ensinaram muito sobre gastronomia. E o mandolim, para mim, é algo representativo porque me lembra muito o que essas pessoas me ensinaram, me ajudaram para eu crescer na profissão”.

Diogo Sabião – De Rondônia, tem 36 anos.

“Eu tenho um ralador microplane da minha época de estudante, comprei em 2009, no final da minha faculdade. Eu tinha uma vida de estudante bem justa em Buenos Aires. O dinheiro era contadinho. Nos últimos meses, eu consegui um bom trabalho e fui comprando utensílios melhores pra mim. O ralador era carinho, era tipo um sonho (risos), além de ser uma “novidade” pra gente na época. O meu veio com o número da patente gravado. Ele me acompanhou por muitos anos. Sempre tive muito cuidado, é muito simbólico pra mim. Em 2015, ele foi aposentado e desde então, está enquadrado e pendurado na minha parede”.

Mestre do Sabor tem direção artística de LP Simonetti e direção geral de Aída Silva. Sob o comando de Claude Troisgros, com Batista e Monique Alfradique, o programa conta com os mestres Kátia Barbosa, Leo Paixão e Rafa Costa e Silva na liderança dos times. Mestre do Sabor vai ao ar às quintas-feiras, após ‘Império’, na TV Globo, e às sextas-feiras, às 21h30, no GNT.

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