Para impactar, Onde Está Meu Coração promete realismo para falar de crack

Publicado há um ano
Por Gabriel Vaquer
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Impacto e realismo. É isso que os responsáveis pela série Onde Está Meu Coração prometem, no programa que estreará no GloboPlay no primeiro semestre de 2020, e que deverá ganhar janela na TV aberta em algum momento, a saber. São 10 episódios de 40 minutos cada um. A série é protagonizada por Fábio Assunção e Letícia Colin, e contará a difícil realidade de quem é viciado em crack. A linguagem visual será próxima do cinema, com planos gerais de São Paulo para mostrar como a vida é pequena perto do que imaginamos o que é.

“Nós pretendemos não mostrar a hora da paranoia da droga, o momento bom. E sim a parte humana, de como é a dificuldade se livrar disso, e que todos nós estamos sujeitos a isso, independente de classe social”, afirmou a diretora da série, Luiza Lima. O elenco admitiu que foi um programa pesado e difícil de fazer. Mariana Lima, uma das protagonistas da série, declarou que foi uma alegria reencontrar Fábio Assunção depois de 24 anos em um trabalho: “Foram dias muito emocionantes, fazer essa série foi muito complicado porque toca na alma. A Letícia Colin está irreconhecível”.

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Fábio Assunção e a temática das drogas no projeto em Onde Está Meu Coração: “Quando me convidaram para fazer essa série, aceitei na hora”

Fabio Assunção e Mariana Lima serão um casal em Onde Está Meu Coração (Divulgação/TV Globo)

Publicamente uma das pessoas que mais lutam para conscientizar sobre as drogas, sem dúvida, Fábio Assunção falou que aceitou tudo na hora. E aproveitou para desabafar de algo que viveu tão de perto. “Quando me convidaram para fazer essa série e falar sobre o assunto na dramaturgia, sem um roubo da minha imagem, aceitei na hora. A droga não pertence à classe pobre e da periferia do Brasil. A droga não pode ser um instrumento de segregação racial, como é hoje. Muito além da questão do produto químico, falamos do afeto, de como essa família é arrasada pela questão. Todas as cenas foram emocionantes. Quando eu falava para a minha filha, que é a Letícia Colin, é como se eu estivesse me ouvindo. Quando mais a gente fala disso, a gente constrói uma sociedade melhor”, afirmou ele.

Sérgio Goldenberg, escritor do programa, fez um desabafo sobre a política atual. Ele criticou o presidente Jair Bolsonaro e a atual política de cultura. “Nós queremos que vocês assistam à série sem preconceitos, porque nós artistas gostamos disso. Não somos vagabundos, nós não somos qualquer pessoa. O futuro desse país está no amor, não em armas. Eles passarão e nós passarinhos!”, afirmou Sérgio.

Com efeito, mais que uma série, Onde Está Meu Coração quer ser um programa que conscientize o público e a todos sobre as drogas. A ovação feita por quem estava no auditório principal da CCXP 19 nesta sexta (6) pode atestar que vem algo impactante por aí, com toda a certeza.

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