O Tempo Não Para: O naufrágio do Navio Albatroz, 1886

Publicado há 2 anos
Por Neuber Fischer
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O Tempo Não Para estreia dia 31 de julho às 19h30, na Globo. A novela substitui Deus Salve o Rei e se passa em duas fases. A primeira em 1886 terá uma cena emblemática, o naufrágio do navio Albatroz. A embarcação levaria a Família Sabino do Brasil para a Europa, mas afunda ao chocar com um iceberg. Este será o ponto de transição para a nova fase da novela, que será em 2018.

O moderno vapor Albatroz espera a família no porto do Rio de Janeiro. É a embarcação tida como mais segura na época. As melhores cabines foram reservadas para as necessidades de Dom Sabino, que embarca com a esposa, Agustina, e as filhas Marocas, Nico e Kiki. O guarda-livros Teófilo, a preceptora Miss Celine, os escravos, Damásia, Cesária, Cairu, Menelau e Cecilio, além do cachorro Pirata vão juntos.

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Quem também está a bordo é Bento. Por sorte (ou azar), sem saber que a família Sabino Machado estaria lá, o rapaz está trabalhando como garçom no navio.

Para Dom Sabino, esta é também uma viagem de conhecimento. Ele resolve reviver a rota percorrida por Charles Darwin, passando pela Patagônia. Por obra do destino, o navio colide com um iceberg de proporções monumentais. Uma enorme fresta se abre no casco e começa a entrar água.

A família Sabino Machado e seus agregados se reúnem no convés do navio e começam a clamar aos céus por um milagre. O buraco no casco só aumenta e a tragédia é inevitável. O Albatroz naufraga em um oceano congelante.

Cenografia e efeitos visuais se integram para as cenas de naufrágio do barco em O Tempo Não Para

As sequências de naufrágio do barco da família Sabino Machado demandaram um esforço conjunto. Uniram-se equipes de efeitos visuais e especiais, além da cenografia. O navio Albatroz completo foi modelado em 3D pela equipe de efeitos visuais. Mas contou com alguns cenários para as gravações, como o convés, o salão de jantar, as cabines e a sala de máquinas.

Medindo 24 m², o cenário da casa de máquinas foi construído dentro de um tanque com capacidade para 90 mil litros de água. Ele foi inundado em apenas 20 segundos, para mostrar a área que se choca com o iceberg.

Já a simulação do iceberg e descongelamento foi um trabalho para a equipe de efeitos visuais. Cerca de 30 pessoas foram destacadas para essas sequências. Elas exigiram um estudo aprofundado para reproduzir o bloco de gelo em que os “congelados” estão. Foi necessário planejar toda a estrutura, da textura ao formato, até a translucidez e os pequenos cascalhos que caem no processo de descongelamento.

O Iceberg

O imenso bloco de gelo mede 30 metros de comprimento, com 17 metros de largura e 16 metros de altura. Para gravar as cenas, foi colocado um chroma key em alto-mar sustentado por uma balsa de mesma dimensão do iceberg.

Também foram simulados virtualmente detalhes como a fumaça do navio, a rachadura no casco feita pelo iceberg, o mar e a reação da água quando bate no barco, gerando onda e espuma. Além disso, a equipe de efeitos visuais também cuidou da reconstituição de época. A praça XV e as construções do Rio de Janeiro do século XIX, onde a família embarca.

Para marcar a passagem de tempo de 132 anos – de 1886 a 2018 – e o período em que o grupo fica congelado, foi desenvolvido um trabalho de grafismo com diversos acontecimentos históricos do período: imagens das guerras mundiais, fotos de ícones da ciência, da arte e do esporte, entre outros marcos.

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