O Salvador da Pátria estreava há 29 anos

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No dia 09 de janeiro de 1989, estreava na faixa das 20 horas da Globo a novela O Salvador da Pátria. Um grande sucesso do horário, a trama era escrita por Lauro César Muniz, dirigida por Paulo Ubiratan, e trazia Lima Duarte vivendo o antológico Sassá Mutema.

O Salvador da Pátria mostrava a trajetória política de Salvador da Silva, o Sassá Mutema (Lima Duarte), um ingênuo boia-fria que é levado a trilhar uma carreira no mundo político. Isso começa quando o deputado federal Severo Toledo Blanco (Francisco Cuoco) escolhe Sassá para se casar com sua amante Marlene (Tássia Camargo), numa tentativa de se livrar de um escândalo de adultério. No entanto, o inescrupuloso radialista Juca Pirama (Luiz Gustavo) descobre a verdade e passa a explorá-lo em seu programa de rádio. Juca e Marlene, então, são assassinados, e a culpa recai sobre Sassá.

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Preso, Sassá Mutema consegue o apoio da professora Clotilde (Maitê Proença), por quem é apaixonado. Juntos, eles conseguem provar a inocência do boia-fria, ao mesmo tempo em que é revelado que Juca Pirama, na verdade, era um homem corrupto e ligado a várias irregularidades. Por conta de todo este imbróglio, Sassá se torna um homem extremamente popular, e os políticos da pequena cidade de Tangará começam a assediá-lo no intuito de torná-lo prefeito, na intenção de manipulá-lo. Sassá Mutema, então, torna-se prefeito de Tangará, mas consegue conquistar sua posição de maneira independente, rebelando-se contra os que tentavam manipulá-lo e almejando se tornar presidente do Brasil.

O Salvador da Pátria foi inspirada em O Crime do Zé Bigorna, episódio da série Caso Especial, exibida pela Globo em 1974 e escrita pelo próprio Lauro César Muniz. Lima Duarte também viveu Zé Bigorna. A ideia do autor era falar sobre liderança, por meio de uma trama política que retratasse a esperança da população diante de um líder popular, vindo do povo e capaz de compreendê-lo.

Mas, segundo o site Teledramaturgia, Lauro César precisou imprimir mudanças no rumo de O Salvador da Pátria. “Houve uma interferência direta de Brasília na cúpula da Globo”, afirmou o autor. Segundo ele, a trama foi considerada, “por algumas pessoas do governo”, uma apologia à candidatura do petista Luis Inácio Lula da Silva à presidência. Ainda segundo o Teledramaturgia, a declaração foi dada pelo autor na Escola de Comunicações e Artes da USP em maio de 2002, durante a comemoração do aniversário de dez anos e da reinauguração do Núcleo de Pesquisa de Telenovela.

Por conta disso, a trama teve alguns percalços, ficando esvaziada. Mesmo assim, O Salvador da Pátria fez de Sassá Mutema um personagem muito popular e marcante, entrando para a história da teledramaturgia nacional. Ficou famoso o chapéu do personagem, que foi uma encomenda do diretor Paulo Ubiratan à figurinista Helena Gastal. Outro personagem que marcou foi o Juca Pirama de Luiz Gustavo, que emplacou o bordão “meninos, eu vi!”. O personagem morre logo nos primeiros capítulos, mas sua voz chega a retornar à trama capítulos depois, através de uma rádio-pirata.

O Salvador da Pátria  foi escrita por Lauro César Muniz, com a colaboração de Alcides Nogueira e Ana Maria Moretzsohn, e contou com a direção de Gonzaga Blota, José Carlos Pieri, Denise Saraceni e Paulo Ubiratan, e a direção de núcleo de Paulo Ubiratan. Teve 186 capítulos.

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Reveja cena de O Salvador da Pátria:

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