“O grande barato do artista brasileiro é que ele pode ser tudo”, diz Érico Brás sobre a estreia do Se Joga

Publicado há um ano
Por Muka Oliveira
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Com
mais de dez anos de carreira nas telinhas, Érico
Brás
mostra que já fez muito teatro, cinema e claro, a TV; onde já
participou de reality musical para
trabalhar sua verve como cantor; já mergulhou no mundo da dança em concurso com
famosos na televisão; e agora chega às tardes da TV Globo, a partir do dia 30 de setembro, ao vivo como apresentador
do Se Joga, ao lado de Fernanda
Gentil e Fabiana Karla. “O grande barato
do artista brasileiro é que ele pode ser tudo”,
resume o artista em
entrevista abaixo.

Você
vem de uma trajetória de muito humor. Como é agora virar apresentador?

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O grande barato do artista brasileiro é que ele pode ser tudo. Eu sempre admirei os artistas norte-americanos porque eles cantam, dançam, atuam, apresentam, produzem. Acho que aqui no Brasil falta a gente se jogar um pouquinho mais nisso. Eu sempre olhei por esse lado. Quando eu entrei na Globo, em 2010, eu já pensava nisso: eu quero fazer tudo que eu posso fazer. E uma das coisas que eu almejava era ser apresentador. É claro que eu fui ocupando os espaços como ator, no humor. Eu vim de uma galera que faz muito humor na Bahia, a galera do ‘Ó Paí, Ó’. Depois eu entrei no ‘Tapas e Beijos’, que era um programa de humor num horário bacana. Aí fui construindo minha carreira, os meus planos e projetos. E tinha um plano de, em algum momento, ser também apresentador. Eu estou muito feliz porque acho que é a hora certa de fazer isso. Uma coisa que eu gosto de fazer é pegar esse humor que eu fiz e faço a vida inteira e levar para o programa porque eu acho que é um ingrediente que vai ajudar nesse horário da tarde com o objetivo que a gente tem.

Programa ao vivo

O
que é mais difícil nesse programa ao vivo e com plateia?

Eu não tiro isso de letra. Eu acho que as coisas são experiências. Uma coisa que me ajuda muito é a minha experiência no teatro. O teatro tem uma coisa muito boa, e que é característica desse programa também, que é ser efêmero. O teatro começa e termina todo dia. Por mais que você tenha um roteiro, você pode começar e fazer todo dia diferente. Inclusive responder ao que o público quer. O público quer te ver alegre, o público quer te ver interpretando bem o que você se propõe a fazer. Eu acho que o nosso programa tem um pouco disso. O fato de ser de segunda a sexta, todo dia começa, todo dia termina e a ideia é que as pessoas gostem e fiquem com a gente nesse período.

Fabiana Karla, Érico Brás e Fernanda Gentil. (Divulgação)

Como
está sendo a parceria com a Fabiana e com a Fernanda?

Eu já tinha uma relação com a Fabiana, do Zorra, de outros trabalhos como o Popstar, Escolinha… A gente já tem uma amizade que vai além daqui. A Fernanda eu já tinha encontrado num programa de rádio e a química bateu de cara e isso vem se desenvolvendo ao longo do processo de criação do projeto. Está gostoso!

O que podemos esperar do Se Joga

Como
você definiria o programa?

É um programa de variedades. O
grande barato é levar curiosidades para as pessoas, jogos. Faz tempo que a
gente não vê jogos na TV. Eu acho que esse é o grande diferencial. Mas quem vai
dizer isso é o público, quando o programa estrear e quem está em casa der o
retorno.

Como
você pretende manter essa atualização diária, de estar sempre sabendo o que
está rolando? Como isso vai funcionar na sua rotina?

Isso é algo que eu sempre fiz. O
artista em geral tem que estar antenado, até porque ele é um agente de
transformação da sociedade. Então, como é que ele vai interferir nas questões
sociais se ele não está antenado, se ele não sabe o que está acontecendo? Eu
sempre procuro dar uma olhada, leio jornal. Agora na internet, eu vou buscar
nos sites porque as pessoas sempre querem saber a minha opinião sobre
determinados assuntos. Não que eu tenha a obrigação de opinar sobre tudo, mas
eu faço questão de estar atualizado e escolher se eu quero opinar ou não. Tem
uma coisa que eu acho muito bacana nesse momento diferente da minha vida como
apresentador. O apresentador está mais ligado ao jornalismo, se eu posso
classificar assim. O ator tem essa necessidade de estar bem informado, mas o
jornalista tem a necessidade de estar bem informado para bem informar as
pessoas e conseguir a imparcialidade. Para isso você precisa estar bem
informado, entender o que é o fato, checar as fontes para não cometer o erro de
dar uma informação com uma fonte falsa e, automaticamente, deixar de ser
imparcial.

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