“Novo Mundo é uma novela maravilhosa e necessária por retratar um período muito importante da história do Brasil”, diz diretor

Publicado há 4 anos
Por Endrigo Annyston
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Uma viagem transforma vidas, muda rumos, abre caminhos. Faz a gente encontrar o novo, muitas vezes, dentro da gente mesmo. Há quase 200 anos, uma travessia grandiosa do Atlântico trouxe a arquiduquesa austríaca Leopoldina (Letícia Colin) ao Brasil para se tornar a esposa de Dom Pedro (Caio Castro) e personagem fundamental no processo de independência do país. Nesta viagem, em meio a oficiais, marujos, artistas, cientistas, criados e aventureiros, dois jovens se apaixonam e despertam para um ‘Novo Mundo’. Na trama da próxima novela das seis, o romance ficcional entre a professora de português Anna (Isabelle Drummond) e o ator Joaquim (Chay Suede) se entrelaça à luta do Brasil pela construção de uma nação independente.

Ela, uma escritora inglesa, linda, inteligente e culta, que tem a missão de acompanhar Leopoldina e ensinar a língua da colônia para a futura princesa. Ele, um atrevido ator de comédia dell’arte, que embarcou no navio, por acaso, para não ser preso injustamente, e se tornará o herói desta história por ter como principal missão na vida o bem comum. Ao cruzarem seus destinos, eles terão que lutar contra muitos obstáculos para ficar juntos. No seu encalço, o oficial inglês Thomas Johnson (Gabriel Braga Nunes), que vê em Anna o melhor cartão de visita para suas ambições. Ao mesmo tempo, se envolverão intensamente nos acontecimentos que culminam na separação do Brasil de Portugal, ao lado de Dom Pedro e Leopoldina – neste período, o Brasil já havia deixado de ser colônia, era um Reino, mas ainda aliado a Portugal.

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Com previsão de estreia em março de 2017, a novela começou neste mês a ser gravada em externas pelo Rio de Janeiro, após um intenso período de preparação do elenco, iniciado em outubro. Para se ambientar com os costumes da época, os atores estão passando por aulas de viola, violino, piano, balé, luta, luta com espada, preparação física, equitação, prosódia, alemão, caligrafia, pintura, tiro, etiqueta, carruagem, lundu (dança africana), canto e dança. Além disso, em novembro, a equipe participou de um workshop com o professor de história Francisco Vieira, que também é consultor dos autores Thereza Falcão e Alessandro Marson, falando sobre o contexto histórico em que se passa trama, e com a produtora de arte, Ana Maria Magalhães, que deu detalhes sobre o cotidiano daquele tempo e o universo dos personagens.

‘Novo Mundo’ é uma aventura romântica ambientada no Brasil do início do século XIX, entre 1817 e 1822. Para os autores, uma época de personagens heroicos, cujas causas são maiores que a própria vida. “O Brasil foi criado para dar certo. Demos certo em muitas coisas e podemos melhorar em outras. Queremos devolver um pouco de otimismo para as pessoas com esta história”, declara Alessandro. “Pensamos em falar sobre a formação do povo brasileiro. Como a gente vê esse país de hoje. De onde ele veio? Como foi? As pessoas que vieram de fora: o que elas queriam de bom ou de ruim? Além disso, as pessoas vão se emocionar com esse amor de Anna e Joaquim, e com a dedicação e frustração de Leopoldina”, complementa Thereza. “‘Novo Mundo’ é uma novela maravilhosa e necessária por retratar um período muito importante da história do Brasil. O público pode esperar aventura, romance e informações que resgatam o passado de todos nós”, acrescenta o diretor Vinicius Coimbra.

Também estão no elenco Giulia Gam, Léo Jaime, Rodrigo Simas, Ingrid Guimarães, Felipe Camargo, Agatha Moreira, Giullia Buscacio, Jonas Bloch, Sheron Menezes, Vanessa Gerbelli, Leopoldo Pacheco, Daniel Dantas, Romulo Estrela, Marcia Cabrita, Guilherme Piva, Julia Lemmertz, Ricardo Pereira, Maria João, Caco Ciocler, Paulo Rocha, entre outros.

A bordo desta nau, muita ação e aventura
Um cenário com a grandiosidade que essa aventura pede: a equipe de cenografia da novela está construindo nos Estúdios Globo uma embarcação de 25 metros que servirá para muitas cenas de ação dos primeiros capítulos da trama. O navio passará por três etapas durante o processo. Terá as funções de cargueiro, pirata e por último, será transformado na Nau que transportará Leopoldina (Letícia Colin) para o Brasil. Para a construção, o cenógrafo da novela, Paulo Renato, conta com uma equipe de 100 profissionais. “Tratamos a Nau como um evento no início da novela. Envolvemos a equipe toda para o trabalho de construção por ser um cenário de grandes dimensões. A gente buscou reproduzir uma Nau do século 19, embarcação que vem desde as caravelas portuguesas e comporta 74 canhões com capacidade de 700 pessoas, entre tripulação fixa e as comitivas que transporta. O projeto é tão específico que demandou ser construído para essa situação. Trabalhamos as madeiras de uma forma mais natural, crua, surrada”, detalha o cenógrafo Paulo Renato, que está no quinto projeto ao lado do diretor artístico Vinicius Coimbra e trabalha há 15 anos na Globo. Ao final das gravações, a embarcação ficará fixa nos Estúdio Globo para uso de outras produções.

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