No fim de temporada de Segunda Chamada, autoras fazem análise: “Escrevemos justamente para levantar reflexões”

Publicado há 10 meses
Por João Paulo Reis
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O ano letivo chega ao fim e é dia de se despedir dos alunos e professores da Escola Estadual Carolina Maria de Jesus. Durante onze capítulos, Segunda Chamada emociou ao apresentar o cotidiano de uma realidade, até então, nunca retratada em obras de ficção: o Ensino Noturno para Jovens e Adultos.

Jogando luz sobre as histórias pessoais e a carência do sistema de ensino, a obra convidou o público à reflexão e mostrou um vasto repertório de questões sociais, sem deixar de passar uma mensagem de esperança e superação.

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Recentemente escolhida pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Artes, como uma das melhores obras do ano, Segunda Chamada é fruto de um longo processo de pesquisa, que começou em meados de 2017. Para as autoras Carla Faour e Júlia Spadaccini, o reconhecimento do público foi a grande recompensa.

“O que fica foi o modo como Segunda Chamada foi abraçada pelas pessoas. Recebi muitas mensagens, tanto de professores como de alunos, que se sentiram representados, que se reconheceram nos personagens e nas histórias que foram contadas na série. Ao mesmo tempo, quem não tinha intimidade com a realidade do Ensino para Jovens e Adultos, entendeu a importância de se falar sobre a educação pública no Brasil. Isso é muito gratificante”, afirma Carla Faour.

Julia Spadaccini complementa: “Pra gente o mais importante foi saber que os professores se identificaram com a série e acharam o universo que a gente criou próximo ao da realidade que eles vivem. Saber que geramos debates sobre temas tabus foi o retorno mais precioso que tivemos, pois escrevemos justamente para levantar reflexões não só sobre a educação, mas sobre a sociedade como um todo”

Joana Jabace – diretora da série Segunda Chamada (Divulgação/ TV Globo)

Para Joana Jabace, diretora artística da série, a preocupação foi ser o mais fiel possível às histórias de quem percorre diariamente os corredores de uma instituição pública: “Fazer Segunda Chamada foi um exercício de aproximação com a realidade. Tentamos trazer o universo de uma escola pública, dos alunos e professores para a  tela, retratando isso de maneira humana. A série trata de assuntos espinhosos, mas optamos em fazer isso pelo viés da emoção.”

Lúcia (Debora Bloch), Jaci (Paulo Gorgulho), Eliete (Thalita Carauta), Marco André (Silvio Guindane) e Sônia (Hermila Guedes) foram os educadores que resistiram aos desafios do ensino público e acreditaram no poder transformador da Educação. As gravações da segunda temporada da série estão previstas para o início de 2020.

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